Gabigol ficou devendo na partida do Santos com o Novorizontino neste domingo. O atacante, que um dia foi chamado de Rei do Rio, não jogou absolutamente nada. Esteve muito aquém do que se esperava dele no primeiro mata-mata do Estadual, quando, teoricamente, os melhores e mais graduados se apresentam com disposição, gana e muita vontade, comandando os companheiros e tentando de todas as formas carregar o time nas costas. Gabigol foi o oposto disso em Novo Horizonte. O Santos perdeu para o Novorizontino por 2 a 1 e foi eliminado do Paulistão de 2026.
Gabigol foi um peso morto na partida. Na única boa oportunidade que teve para chutar para o gol, ele furou. Tentou de direita e a bola passou por debaixo do seu pé. O lance foi abafado porque na sequência do furo, Gabriel Bontempo marcou o gol de empate para o Santos. Gabigol não teve forças sequer para festejar o gol do companheiro, talvez envergonhado pelo erro incrível.

Gabigol é um bom jogador. Se não está em sua melhor forma e momento há algum tempo, ele não é de fazer corpo mole. Mas o atacante estava irreconhecível dentro de campo neste domingo. Jogou como um “zumbi”, desses de filmes de terror que arrepiam os cabelos. Parecia um corpo sem alma. Um jogador sem propósito. Ele, Neymar e Rony não acharam o posicionamento ainda.
Gabigol sem reclamar: estranho
Ele não reclamou sequer das faltas recebidas nem da arbitragem. Nem quando deixou o campo para a entrada de Thaciano ele esboçou contestar o treinador. Foi para o banco e lá permaneceu até o fim do jogo. Gabigol estava esquisitão. O Santos, assim como o seu camisa 9, também não teve forças para segurar o empate e levar a decisão para os pênaltis. Com gol nos acréscimos de Léo Naldi, o time da casa avançou na competição. O garoto foi muito festejado. O Santos estava eliminado do Paulistão.
Gabigol desceu para o vestiário arrasado, assim como Neymar e os jogadores santistas. Desta vez, o camisa 9 esteve muito aquém do que se acreditava que renderia. Quando chegou à Vila Belmiro vindo do Cruzeiro, Gabigol era só alegria e sonhos. Estava cheio de gás e de promessas. Dois meses depois, o jogador foi um mero espectador do Santos nas quartas de final do Estadual.
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Gabigol não foi o único a jogar mal contra o Novorizontino. Neymar também não foi bem. Com a eliminação, o fantasma da demissão do técnico Vojvoda volta a assombrar. Desde que chegou, o treinador argentino não teve paz nem mostrou segurança. No jogo anterior, o Santos goleou o Velo Clube por 6 a 0, com dois gols de Gabigol. Era tudo festa. Uma semana depois, o cenário mudou na Vila.






