A França avisou ao restante da Copa do Mundo que a fase de grupos acabou e que, daqui para a frente, a corrida pelo título tem uma favorita. E, se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre quem chega ao mata-mata como uma das grandes apostas, bastou assistir aos primeiros 45 minutos da vitória por 4 a 1 sobre a Noruega, nesta sexta-feira, em Foxborough, nos arredores de Boston. Foi uma exibição tão dominante que o placar do intervalo acabou sendo generoso com os escandinavos.

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França e Noruega já entraram em campo classificadas para a próxima fase da Copa. O único prêmio em disputa era a liderança do Grupo I. Os franceses levavam vantagem por um gol no saldo e precisavam apenas confirmar em campo a superioridade que já se desenhava nas duas primeiras rodadas. Confirmaram com sobras.

Dembélé Na contagem com os dedos, Dembélé sai para comemoração do seu terceiro gol na goleada da França sobre a Noruega
Na contagem com os dedos, Dembélé sai para comemoração do seu terceiro gol na goleada da França sobre a Noruega / Fifa

Dembélé deita e rola

Na Copa dos Protagonistas, muito se falou de Mbappé, de Messi, de Cristiano Ronaldo, de Yamal e de Haaland. Quase ninguém lembrava de Ousmane Dembélé, vencedor da Bola de Ouro de 2025, eleito o melhor jogador do mundo na última temporada. Bastou pouco mais de meia hora para o camisa 7 lembrar ao planeta por que ocupa esse posto. O massacre começou antes mesmo de o cronômetro completar meio minuto. Com apenas 22 segundos, Mbappé acertou o travessão de Selvik. Era o prenúncio de uma avalanche. Aos seis minutos, depois de bela assistência do camisa 10, Dembélé invadiu a área, puxou para o pé direito e bateu forte no canto para abrir o placar.

A França sufocava a saída de bola, recuperava a posse em segundos e atacava em velocidade. A Noruega, que preservou vários titulares, entre eles Haaland, parecia incapaz de respirar. Aos 19 minutos, novamente Mbappé encontrou Dembélé pela direita. O atacante trouxe para o meio e colocou no canto para fazer 2 a 0.

O único momento de desatenção francesa aconteceu logo na saída de bola. Um minuto depois, Aasgaard aproveitou o relaxamento da defesa, passou por Upamecano e diminuiu para a Noruega, dando a falsa impressão de que o jogo poderia ganhar novos contornos.

Sabor de quero mais

Não passou de uma ilusão. Dembélé estava em uma tarde iluminada. Aos 32 minutos, recebeu outra vez pela direita, conduziu para dentro sem ser incomodado e acertou mais um chute cruzado, sem qualquer chance para Selvik. Hat-trick em menos de meia hora de futebol. Um recital individual dentro de uma atuação coletiva simplesmente impecável.

Na verdade, os 3 a 1 do intervalo escondiam o tamanho da superioridade francesa. Pelo volume de jogo criado, pelas chances desperdiçadas e pela intensidade apresentada, a equipe de a equipe de Didier Deschamps, comandada à beira do campo pelo auxiliar Guy Stéphan, poderia facilmente ter ido para o vestiário vencendo por seis ou até sete gols.

No segundo tempo, naturalmente, o ritmo caiu. A França administrou a vantagem e a Noruega conseguiu equilibrar um pouco mais as ações, chegando até a criar boas oportunidades. A melhor delas surgiu em um pênalti cobrado por Larsen, mas Maignan mostrou por que é um dos melhores goleiros do mundo ao acertar o canto e fazer a defesa, impedindo qualquer possibilidade de reação.

França compra favoritismo

Se havia um ponto de interrogação sobre qual seleção apresentou o futebol mais convincente até aqui, ele parece ter desaparecido. A França não apenas confirmou o primeiro lugar do Grupo I. Confirmou também a impressão de que talvez seja, neste momento, a equipe mais preparada de toda a Copa do Mundo. A lembrança da final perdida para a Argentina no Catar continua viva na memória francesa. E justamente por isso esta geração parece jogar com um ingrediente extra: a fome de recuperar a taça. Ainda é cedo para decretar favoritos absolutos, mas poucas seleções transmitiram tanta autoridade quanto os Bleus.

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Com gol aos 37 minutos da etapa final, Iliman Ndiaye vibra ao fehcar a goleada de Senegal sobre o Iraque / FootballSenegal

Senegal no bolo

No outro duelo da chave, Senegal e Iraque entraram em campo sem qualquer ponto conquistado e com apenas um objetivo: manter viva a esperança de classificação entre os melhores terceiros colocados. Os senegaleses fizeram a sua parte de maneira contundente. Abriram o placar logo aos quatro minutos, com Diarra, e transformaram a superioridade em goleada por 5 a 0, com gols também de Sarr, Pape Gueye, duas vezes, e Iliman Ndiaye. Este resultado é o maior número de gols de uma seleção africana em um jogo de Copa do Mundo.

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A vitória, no entanto, não alterou os dois classificados diretos da chave: França e Noruega já tinham assegurado suas vagas, restando aos franceses a liderança, confirmada com uma atuação que certamente ficará entre as melhores desta primeira fase.

A goleada também colocou Senegal em situação bastante favorável na briga dos melhores terceiros colocados. Com três pontos, saldo positivo de dois gols e oito bolas nas redes, os senegaleses ainda dependem do fechamento dos grupos restantes, mas ganharam um trunfo importante: ficaram à frente de rivais já definidos com a mesma pontuação. Para ficarem fora, precisariam ser ultrapassados por quatro dos cinco terceiros que ainda podem surgir nos Grupos G, H, J, K e L. Ou seja: a classificação ainda não está carimbada, mas o 5 a 0 sobre o Iraque deixou Senegal muito perto do mata-mata.

 

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