Como é a Copa Árabe, o torneio que arrasta multidões no Catar

Enquanto isso, mesmo com a presença do Flamengo, os jogos da Copa Intercontinental têm sido disputados em estádios quase vazios

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De Doha

Não dá para discutir que os jogos do Flamengo no Catar, pela Copa Intercontinental, estão sendo um retumbante fiasco de público: apenas 7.108 torcedores testemunharam a estreia do rubro-negro contra o Cruz Azul, do México, no Estádio Ahmed-bin-Ali. Na semifinal diante do Pyramids, do Egito, o público até melhorou, mas nem tanto. Apenas 8.368 pessoas viram o duelo entre os campeões da América do Sul e da África.

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Em contrapartida, desde o início de novembro, o Catar está vivendo intensamente o clima da Copa Árabe. São jogos eliminatórios, que já definiram os dezesseis participantes da fase final da disputa.

Estádios lotados

A partir da fase de grupos, disputada no início de dezembro, as partidas enchem os estádios e juntam multidões animadas, com camisas e bandeiras das seleções, em torno dos estádios e, também, ao redor de TVs e telões em pontos turísticos, como o mercado no Souq Waqif ou o complexo de Katara, uma mistura de shopping-center com espaço cultural, em tamanho monumental em uma área nobre de Doha, junto à praia.

Copa Árabe no Catar arrasta mais torcedores aos estádios do que o Mundial Intercontinental / Fifa

É a segunda vez que o Catar recebe este torneio, criado em 1957. Na primeira oportunidade, há quatro anos, ele serviu como evento-teste para as equipes da Fifa e da organização testarem os estádios e esquemas de transporte e de segurança em condições próximas às do Mundial de 2022. O evento foi um sucesso e animou os dirigentes cataris a se candidatarem a fazer uma segunda edição, logo em seguida. Que também está tendo uma ótima repercussão na região.

Jogos mais empolgados na região

Na última segunda-feira, as semifinais entre Marrocos x Emirados Árabes Unidos, no Estádio Khalifa, em Doha, e Jordânia x Árabia Saudita, na Arena Al-Bayt, na cidade de Al Khor, lotaram as arquibancadas e juntaram muita gente em torno das TVs.

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No jogo da tarde, os marroquinos ganharam fácil dos emiradenses por 3 a 0, mesmo com um time alternativo e recheado com jogadores que não costumam ser convocados (a equipe principal está se preparando para disputar a Copa Africana de Nações, que acontecerá no Marrocos, a partir de janeiro de 2026 e nem sequer o técnico Walid Regragui veio ao Catar).

Do outro lado, os Emirados Árabes Unidos contaram com o reforço de meio time formado por jogadores nascidos fora do país e naturalizados. Do Brasil vieram o zagueiro Luan Pereira e os atacantes Bruno de Oliveira e Caio Lucas (e mais os reservas Marcus Meloni, Lucas Pimenta e Caio Canedo). Também jogam no time titular o meia argentino Nicolás Giménez e o lateral-esquerdo português Rúben Amaral. Não adiantou.

Final dia 18

Na partida disputada na noite de terça-feira, também com estádio lotado, teve mais suspense. Bem montada pelo técnico marroquino Jamal Sellami, que fez um time competitivo, a seleção da Jordânia, que está classificada pela primeira vez para um Mundial de 2026, surpreendeu a Arábia Saudita, considerada uma das favoritas para ganhar a Copa Árabe. Os jordanianos controlaram o jogo e venceram por 1 a 0, com gol do atacante Nizan Al-Rashdan.

No dia 18 de dezembro, data da Independência do Catar, a Jordânia enfrentará Marrocos no jogo que definirá a competição, no maior estádio do país, o Lusail, com 80 mil lugares, que deverão ser ocupados. No dia 17, Flamengo e Paris Saint-Germain decidirão a Copa Intercontinental em um palco bem menor: o Ahmed-bin-Ali, para pouco mais de 46 mil pessoas. Como se vê, no Catar, não há discussão sobre qual dos dois eventos é o mais importante.

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