O Corinthians foi o último time brasileiro a parar em 2025. Enquanto quase todos já pensavam em férias e planejamento, o elenco ainda disputava uma final — a da Copa do Brasil, no dia 21 de dezembro. Vinte dias depois, sem tempo para a pré-temporada, o time voltou a campo para estrear no Campeonato Paulista de 2026. E voltou jogando bem. A vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta foi mais do que um bom resultado: foi a resposta de um time que, mesmo sem descanso e ajustes finos, soube o que fazer para ditar o ritmo do jogo e construir o caminho para a vitória sem sustos.
Mesmo com o pouco tempo de trabalho e com a ausência de suas principais estrelas, o Corinthians não decepcionou a torcida em Itaquera. Pelo contrário. A tarde foi de festa completa: homenagem a Romero antes de a bola rolar e uma atuação convincente para abrir 2026 com a sensação rara de normalidade.

O domínio corintiano foi evidente desde cedo. No primeiro tempo, o time controlou a partida em ritmo mais baixo, com posse de bola, paciência e ocupação consciente dos espaços. Na etapa final, acelerou. Ganhou profundidade, força pelos lados e passou a explorar com mais agressividade os avanços de Matheuzinho e Matheus Bidu, transformando controle em superioridade clara.
Entrosamento do ano passado
O primeiro gol reforçou a ideia de um time bem treinado por Dorival. Em escanteio cobrado da esquerda, Gustavo Henrique apareceu no segundo pau e cabeceou firme para abrir o placar. Foi seu sétimo gol com a camisa do Corinthians — número expressivo para um zagueiro — e um sinal de que há repetição, entendimento e execução do que se trabalha no dia a dia. “É muito bom terminar o ano ganhando e começar o ano seguinte ganhando”, resumiu o defensor, um dos melhores em campo.
Pouco depois, o placar virou vantagem confortável. O garoto André aproveitou o rebote da zaga e empurrou para o fundo das redes, coroando uma atuação atenta e concentrada. O Corinthians era senhor absoluto do jogo. E a festa ficou completa já nos acréscimos. André Ramalho acertou um chute de fora da área que morreu no ângulo do gol da Ponte Preta. Um golaço para fechar uma estreia animadora e simbolizar uma noite tranquila, algo que nem sempre foi comum nos últimos anos.
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Depois de tantas temporadas marcadas por turbulência e improviso, o Corinthians começa 2026 com um sinal raro: continuidade. Sem sobressaltos, sem urgências artificiais, apoiado em um trabalho que terminou bem no ano anterior e que, mesmo sem tempo para ajustes finos, já demonstra organização, leitura de jogo e identidade. A temporada é longa, o calendário será pesado, mas a primeira resposta foi clara. O Corinthians voltou cedo. E voltou pronto.




