O pai do Neymar realmente acha normal que o filho participe de um evento particular da família até meia noite do dia anterior a um jogo, pegue um jatinho particular no dia seguinte de manhã para voar de São Paulo a Belém e jogue neste mesmo dia, horas mais tarde, uma decisão de oitavas de final da Copa do Brasil. Foi isso que Neymar pai disse no evento da Instituição Neymar Jr nesta segunda-feira. E o senhor Neymar já foi jogador de futebol, ruim, mas foi. Ele disse isso com todas as letras e ainda desafiou os jornalistas que procuram “arrumar polêmica” onde não tem.
A mediocridade não é da família Neymar, é do Santos, presidido por Marcelo Teixeira, de aceitar essa condição. É do técnico Cuca de não comentar nada disso e ainda procurar desculpas esfarrapadas para dizer que o atacante poderia ficar fora do jogo. Também é dos jogadores do elenco que se curvam para o astro da companhia e se submetem a tamanho desrespeito esportivo mesmo profissionais que são. É da CBF que perdeu a mão ou delegou, como sempre faz, suas competições para os clubes e seus cartolas que ainda são amadores e devedores.

Neymar só manda e desmanda no Santos, que um dia teve Pelé e era respeitado no Brasil e no exterior, porque o clube deve R$ 90 milhões a ele e não tem a menor noção de como vai pagar essa dívida até dezembro, quando vence o seu contrato. Também é de se lamentar o silêncio dos torcedores santistas que aplaudem o jogador quando recebem um aceno na Vila Belmiro. O Santos é uma piada. O time está ameaçado no Brasileirão e trabalha como clube amador na Copa do Brasil.
O Santos virou time amador?
Não deixa de ser também um desrespeito com as outras equipes da competição nacional, que se prepararam e deram à disputa a devida atenção. O que Neymar anda fazendo com o Santos é mais do que um abuso. Ele agora deu ainda para dar entrevistas ao seu próprio canal no YouTube, de modo a falar sem parar o que bem entender sem ser questionado ou interpelado. E isso vai ao ar nas grandes emissoras, mas não se trata de jornalismo sério e útil.
O caso das TVs com Trump
Vale ressaltar aquele episódio das emissoras de TV dos Estados Unidos que desligaram os seus microfones quando o presidente Donald Trump “inventou” histórias sem pé nem cabeça para se promover e ao seu trabalho. Não se permitiram levar ao público um monte de asneiras.
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É claro que o Santos pode ganhar do Remo no Mangueirão nesta terça-feira e Neymar fazer gols e se destacar na classificação do time na Copa do Brasil. O futebol permite isso. Mas o mais provável é que se ele estivesse com o elenco, mentalizando o jogo e a sua importância, preparando-se adequadamente, as chances da equipe seriam maiores. Não garante nada, mas parece mais óbvio dar certo assim. Daí a necessidade de o Santos se dar ao respeito o quanto antes e não se permitir mais a condição de refém de um jogador. O clube joga na lata do lixo toda a sua história.





