Fernando Diniz continua como técnico do Corinthians. Em meio à pior sequência de resultados da equipe na temporada, o diretor de futebol Marcelo Paz abriu a entrevista coletiva após a derrota para o Fluminense, por 3 a 1, neste domingo, na Neo Química Arena, para acabar com qualquer especulação sobre uma possível troca no comando e revelou que a decisão da diretoria ganhou um respaldo importante: os próprios jogadores procuraram os dirigentes para pedir a permanência do treinador.

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“A gente sabe que o futebol tem os seus momentos e suas dificuldades e, logicamente, estamos passando por um momento difícil, ruim de resultados. É uma sequência muito negativa e, naturalmente, isso gera uma especulação de mudança de comando técnico. Então, venho aqui dizer que não. A gente decidiu, junto com a presidência, pela permanência do trabalho”, afirmou Marcelo Paz, diretor executivo de futebol do Corinthians.

Com o apoio dos jogadores e o voto de confiança da diretoria, Fernando Diniz continua no comando do Timão / Instagram

Diniz tem o respeito do elenco

Segundo o dirigente, o movimento dos jogadores aconteceu de maneira espontânea. O elenco procurou a direção para demonstrar confiança em Diniz e defender que a tentativa de recuperação no Campeonato Brasileiro seja feita com a atual comissão técnica. “Essa decisão também foi validada pelos jogadores. Os jogadores nos procuraram voluntariamente. Nós não fomos consultá-los. Eles nos procuraram para dizer que nós vamos sair juntos dessa. Os jogadores confiam no trabalho, confiam no que está sendo feito e sabem que não estamos conseguindo entregar os resultados que merecíamos e que a torcida merece”, completou o cartola.

Paz ainda pediu desculpas aos torcedores pela sequência negativa e reforçou que a responsabilidade pelo momento é compartilhada entre diretoria, comissão técnica e elenco. “Podem gostar ou não da decisão, é normal criticar ou entender a decisão, mas queremos eliminar qualquer possibilidade de especulação. O trabalho segue e a gente acredita que vai sair dessa situação com o comando técnico do Diniz e com os jogadores. Precisamos voltar a vencer, voltar a pontuar e deixar o Corinthians em uma posição muito acima da que está.

A manifestação do elenco chegou a Diniz como um sinal de confiança justamente no momento de maior pressão desde sua chegada ao clube. Questionado sobre a iniciativa dos jogadores, o treinador agradeceu o apoio e disse enxergar no gesto uma demonstração de que o grupo acredita no trabalho. “Obviamente que eu fico feliz e é muito bom que seja assim, que eles estejam convictos daquilo que a gente vai fazer junto. É um trabalho em que eu sempre vou pensando em melhorar muito a condição dos jogadores. Acho que eles percebem isso e acreditam, pela experiência que têm na vida, que a gente vai sair dessa e vai sair bem desse momento “, afirmou.

Cenário de catástrofe

Diniz reconheceu, porém, que o recorte recente é extremamente negativo. Ao analisar os últimos 40 dias, dez partidas oficiais, com uma vitória, dois empates e sete derrotas, sendo seis em sequência no Brasileirão, o treinador classificou o período como o pior de sua carreira em termos de resultados, embora tenha ressaltado que a equipe apresentou anteriormente uma produção muito superior.

“Esse recorte de 40 dias, com certeza, é o pior trabalho da minha carreira. Se você pegar o restante, também é um dos melhores. Foi uma montanha-russa. O time subiu muito e caiu muito. Os resultados estão péssimos, muito ruins neste momento. Foi um começo muito bom, acima da média, e agora muito abaixo da média”, lamentou Diniz, que vai encarar a pressão de lutar contra o rebaixamento.

Apesar da sequência de derrotas, Diniz insiste que os resultados não refletem integralmente o desempenho do Corinthians. Para o treinador, a equipe voltou a criar oportunidades contra o Fluminense e teve condições de construir um resultado diferente. “Os resultados não correspondem às performances do time. A gente tem perdido jogos que devia ter ganhado. Tivemos mais chances de ganhar do que de perder. Obviamente precisamos voltar a vencer, que é o mais importante. Hoje, por exemplo, no segundo tempo, com dez minutos, já era para a gente ter feito dois ou três gols, e a bola não entrou”, lamentou.

Fernando Diniz é mantido no cargo na declaração de Marcelo Paz, diretor executivo de futebol
Marcelo Paz, diretor executivo de futebol, faz pronuncionamento e confirma a permanência de Fernando Diniz / Reprodução

Técnico vê resultado injusto

A leitura do treinador é de que o Corinthians foi superior ao Fluminense durante parte considerável da partida. Diniz ainda reclamou de um possível pênalti não marcado no primeiro tempo e apontou o segundo gol adversário como decisivo para mudar o cenário emocional da equipe. “Eu achei que a gente jogou melhor que o Fluminense, inclusive no primeiro tempo. Depois tivemos um pênalti, na minha opinião, pela imagem, um pênalti claro que não foi marcado. Seria normal terminar 1 a 1. No segundo tempo, tivemos um segundo tempo muito bom até tomar o segundo gol”, disse.

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Mesmo pressionado pela série de resultados e pelos protestos da torcida, o treinador sustenta que existe alinhamento suficiente entre diretoria, elenco e comissão técnica para buscar a reação nas dez rodadas restantes do Brasileiro. “Essa convicção e essa consonância de pensamento da diretoria, dos jogadores e minha também têm tudo para fazer as vitórias voltarem imediatamente. O principal é pedir para acreditar. É difícil pelo momento que estamos vivendo, mas internamente existe uma convicção muito forte de que isso vai dar certo. E dessa convicção a gente tem que convencer o torcedor”, ponderou.

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