Engolido pelo noticiário da seleção brasileira nas duas últimas Datas-Fifa, e agora ofuscado pelos preparativos do novo Mundial de Clubes que vem aí, o Campeonato Brasileiro parece ter passado semanas no modo silencioso. Mas ele está de volta. Nesta quinta-feira, a bola volta a rolar pela última rodada antes de uma pausa de 30 dias, e o Corinthians entra em campo com o que talvez seja o desafio mais exigente que se poderia propor a esse momento: o Grêmio, em Porto Alegre.

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Faz tempo que o Corinthians não joga. Teve semanas só de treinos — um luxo raro num calendário atropelado como o brasileiro. Mas o que esse tempo vale, de fato? Todo técnico pede tempo. Todo técnico reclama da correria. Mas quando o tempo aparece, nem sempre os times voltam melhores. Muitas vezes voltam até mais confusos.

Dorival Júnior precisa ainda mostrar que o Corinthians pode render mais do que o time vem jogando / Corinthians

Dorival Júnior terá agora a chance de mostrar se soube aproveitar a pausa. O problema é que, quando o jogo retorna, o time ainda está incompleto. O Corinthians viaja sem Yuri Alberto, ainda lesionado, e também não contará com Memphis Depay, que voltou da Europa após fazer história na goleada da Holanda sobre Malta — dois gols e o posto de maior artilheiro da seleção laranja.

Sem time ideal

Além deles, outros dois desfalques se somam à lista: Carrillo e Martínez também foram liberados pela comissão técnica para antecipar os 15 dias de férias previstos nesta intertemporada e também estão fora da partida. A essa altura, nem é possível falar de time ideal — Dorival terá de montar o possível.

E esse é um jogo em que improvisar não costuma aumentar o risco. Corinthians e Grêmio têm uma das rivalidades mais igualadas do futebol brasileiro recente: clássicos com placares curtos, decisões tensas, muito mais suor do que brilho. Para sair vivo de Porto Alegre, o time de Dorival precisará mostrar algo mais que treinamento.

Dorival tem tempo

E é aí que entra o valor do trabalho do treinador. Longe de comparações forçadas, mas dentro da mesma lógica de oportunidade, vale lembrar o que Carlo Ancelotti fez com a seleção brasileira: em apenas dez dias, deu ao time uma estrutura, uma ideia, um padrão visível — mesmo sem nunca ter trabalhado com aqueles jogadores antes.

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Sob essa perspectiva, espera-se que Dorival também tenha conseguido algo relevante. Até porque, depois desse jogo, terá mais um mês inteiro de treinos pela frente e o mesmo desafio: achar um time e dar padrão a ele. Tempo, agora, não pode mais ser desculpa — precisa virar solução.

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