O Real Madrid já pensa em encontrar um clube que pague a multa rescisória de R$ 6 bilhões de Vini Júnior, conforme reza o contrato do atacante brasileiro. Nada vai acontecer nesta temporada. Mas o jogador pode deixar o time espanhol depois da Copa do Mundo de 2026. Seu contrato com o Real Madrid vai até junho de 2027, mas há muita resistência nesse momento ao futebol de Vini Jr. e ao pouco entendimento dele com o técnico Xabi Alonso. Por ora, o clube merengue está fechado com o técnico que veio para substituir Carlo Ancelotti.
Vini não tem jogado bem, tampouco se acertado com o treinador espanhol. As reclamações do atleta à beira do gramado ou no banco de reservas do Estádio Santiago Bernabéu quando é sacado do jogo já se tornaram públicas. Mesmo assim, ele jogou todas as 18 partidas da LaLiga e os seis jogos da Uefa. A direção do Real Madrid sabe disso, mas não pode desvalorizar o seu jogador mais badalado. Florentino Pérez sempre foi um presidente das estrelas, dos galácticos, e não abre mão dessa condição. Mas tem dificuldades nessa transição de comando.

As partes já não estão mais satisfeitas. Nem clube nem jogador. Há iniciativas pela renovação de contrato por mais duas temporadas, mas isso não quer dizer que Vini permanecerá no Real Madrid depois da Copa do Mundo. Trata-se de negócio. Ele não é mais protagonista no futebol da Espanha, muito menos da Europa. Seu nome não foi sequer relacionado para a disputa no The Best da Fifa. Ele era o atual melhor do mundo, mas caiu demais de produção, e perdeu o posto para o francês do PSG, Dembélé.
Inglaterra e Arábia
Já faz alguns meses que se fala de Vini no futebol saudita, onde esteve Neymar e não foi feliz, mas onde está o quarentão Cristiano Ronaldo em busca do seu milésimo gol e vivendo como um príncipe. Ocorre que o atacante brasileiro tem apenas 25 anos, e uma carreira para construir no continente.
A Copa do Mundo pode ser um divisor de águas na vida do atleta. O Flamengo formou Vini Jr. e jamais tirou o olho dele. Mas ele só voltaria para a Gávea se “abandonasse” o desejo de continuar na Europa. O futebol inglês tem dinheiro para tirá-lo do Real Madrid também. Mas o jogador tem de mostrar disposição para sair. Há uma empresa por trás da imagem do brasileiro.

Embora tenha contrato vigente até 2027, com salário estimado de R$ 125 milhões por ano, a decisão de deixar a Espanha passa diretamente por sua vontade. Vini nunca foi bem-vindo no país e sempre teve problemas com o racismo dos espanhóis em campo. Ele suportou tudo isso e se fez ouvido, mas sua luta nunca terminou. Seu futebol não é mais alegre, como se viu no passado e também no Brasil. Nem na seleção brasileira ele está bem. Vini sorri pouco. Ele tem seis gols na temporada.
As notícias sobre ele contam mais de suas aventuras amorosas do que de seus gols e dribles. Sua carreira anda para trás nesse momento no Real Madrid, segundo colocado no Campeonato Espanhol após 18 jogos e sétimo colocado na Champions League. Uma mudança pode fazer bem ao jogador.





