Leila Pereira tem planos para janeiro de 2028. Ela não estará mais no comando do Palmeiras, de modo a encerrar os dois mandatos para os quais foi eleita no clube. Mas a dirigente não vai deixar o futebol, tampouco desaparecer como fazem os presidentes brasileiros. Leila disse recentemente à Cazé TV que o caminho para os clubes associativos é se transformar em SAF.
Leila também já disse que o Palmeiras jamais vai virar uma Sociedade Anônima no Futebol sob a sua gestão. O assunto não está fora da mesa da presidente nem das intenções futuras do Palmeiras, mas nada disso acontecerá enquanto ela for presidente. Nem se sabe se um dia o Palmeiras vai mudar a sua forma de administração. Há muita resistência no quadro associativo e também entre os conselheiros.

No entanto, a dona da Crefisa tem planos no futebol que não acabam em sua gestão no Palmeiras. Ela já admitiu ter se encontrado profissionalmente no esporte de massa. Leila quer seguir nesse caminho, em reuniões, formação de elencos, vitórias e derrotas, metas, projetos, conquistas, viagens… Ela não pensa em ser uma gestora da CBF ou em assumir qualquer outro cargo em entidades esportivas. Pelo menos não por enquanto. Mas ela também dizia que jamais seria presidente do Palmeiras.
Leila é do futebol
Leila quer administrar um time de futebol. Essa é a sua intenção e paixão. Ela tem experiência já confirmada para isso. E construiu em seus anos à frente do Palmeiras um relacionamento com todos os segmentos esportivos, desde elenco e comissão técnica, passando pela torcida, pares de outros clubes, bastidores, entidades, como CBF e Fifa, e, principalmente, marcas e patrocinadores, onde está o dinheiro. Leila decide rápido e tem pulso forte. Ela tem o carinho e o respeito dos palmeirenses e do mundo esportivo.

Ela deixará o Palmeiras em dezembro de 2027 muito mais experiente e bem preparada, mais madura e melhor como administradora do que quando entrou para o seu primeiro mandato. Ela se transformou em uma dirigente que torcedores de outros clubes gostariam de ter no comando do seu próprio time. Isso é muito raro no futebol brasileiro. Ela ainda é a única mulher presidente entre os 20 clubes da Série A.
Futebol separado do social
Como gestora, Leila é categórica ao afirmar que o futebol deve se transformar em uma unidade de negócio totalmente separada da parte social e das outras modalidades esportivas, como basquete, vôlei, natação, patinação… É isso que Leila pensa depois de quase cinco anos no comando do Palmeiras, que é um clube que tem um futebol forte e uma parte social forte também. O futebol, incluindo a base e o feminino, se paga. O clube social tem de encontrar caminhos para fazer o mesmo.
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A Arena Crefisa Barueri pertence à presidente do Palmeiras. São negócios paralelos que Leila toca. Trata-se de um estádio na cidade de Barueri em que o Palmeiras usa como sua segunda casa e que abriga jogos de outras categorias e do futebol feminino. Leila tem planos para gerir o estádio, com shows musicais na região, mas também com um time profissional.
Vasco não é o que ela quer
Os Lamacchia têm um pé no Vasco. O enteado de Leila, Marcos, negocia para assumir a SAF do clube carioca. O processo está em andamento, mas ainda sem definição. No ano passado, Leila Pereira emprestou R$ 80 milhões da Crefisa ao presidente Pedrinho para pagar suas contas no clube. Esse dinheiro daria 10% das ações da SAF do Vasco aos Lamacchia em caso de não acerto do empréstimo. Mas o Vasco não é o objetivo de Leila. Ela quer ter um time em São Paulo, disputar o Paulistão e fazer um caminho de acesso ao Brasileirão. Um clube para chamar de seu.






A diretoria da Liga Brasileira de Clubes, fora da CBF, seria formada assim, mandato de 4 anos:
Presidente – Leila Pereira
Diretor financeiro – Eduardo Bandeira de Melo
Diretor de Marketing – Fábio Wolff
Diretor Jurídico – Eduardo Carlezzo
Diretor de Competições – Horácio Nelson Wendel