É quarta-feira! É quarta-feira! O ano ainda não acabou para o Corinthians — o Brasileirão, graças a Deus, sim. Com uma campanha vergonhosa, o clube deu adeus ao campeonato na tarde deste domingo, na Neo Química Arena, empatando por 1 a 1 com o Juventude, time já rebaixado há várias rodadas.

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Foi mais um jogo melancólico, mais um resultado frustrante de uma equipe que passou a temporada inteira se equilibrando no arame, tropeçando nos próprios erros, dentro e fora de campo. O jogo contra o time gaúcho espelha com precisão o que foi o Corinthians em 2025: um time frágil, um elenco desequilibrado e um comando sem bússola. Tudo isso custando muito caro!

Dorival falhou na estratégia do Corinthians no Brasileirão, mas ele tem ainda uma semifinal da Copa do Brasil / Corinthians

Apesar dos desfalques e da escolha de Dorival Júnior por poupar a quase totalidade dos titulares, nada justifica o que se viu tantas vezes em Itaquera. Um elenco montado sem critério, sem equilíbrio, sem homogeneidade. Um elenco que dificilmente poderá ser reforçado, porque o clube não tem dinheiro em caixa e, além disso, por ser devedor contumaz, está punido com transfer ban da Fifa. É um Corinthians que não pode contratar ninguém. Uma vergonha atrás da outra.

Atrás do Santos na tabela

É difícil aceitar que o Corinthians tenha encerrado o Brasileirão atrás do Santos — que passou quinze rodadas agonizando na zona de rebaixamento e entrou em campo neste domingo ainda ameaçado de cair. A campanha corintiana diz tudo: 12 vitórias em 38 jogos, somente quatro pontos acima do primeiro rebaixado (47 contra 43).

Corinthians termina o Brasileirão atrás do Santos e pouco acima dos times que foram rebaixados / The Football

E quando se olha pra cima da tabela, o choque é ainda maior. Um dos cinco elencos mais caros do país, incluindo o jogador mais bem pago da América, conseguiu terminar o campeonato 32 pontos atrás do Flamengo campeão. Trinta e dois!

Tem a Copa do Brasil

Mas o calendário ainda oferece um último fio de esperança para quem joga pela dignidade: a Copa do Brasil. Quarta-feira tem semifinal contra o Cruzeiro, e é nela que o Corinthians precisa jogar tudo o que tem — e o que não tem — para salvar um ano que só não foi absolutamente desastroso porque incluiu o título estadual em cima do maior rival, o Palmeiras.

A torcida sabe. A cobrança é direta: se não ganhar a Copa do Brasil, será mais um ano jogado no lixo, a um custo altíssimo. E 2026 já exige mudanças profundas. O elenco precisa de uma limpa. Há jogadores que claramente não têm a menor condição de vestir essa camisa: Félix Torres, Cacá, Charles, Hugo, Thalles Magno…

Romero de saída

Outros encerraram o ciclo — Romero, por exemplo. Os garotos da base oferecem esperança, mas ainda estão verdes demais para carregar um Corinthians inteiro nas costas. E as três estrelas da companhia — Memphis, Garro e Yuri Alberto — precisam jogar mais bola, entregar mais minutos e passar menos tempo no departamento médico.

Corinthians joga a semifinal da Copa do Brasil com o Cruzeiro, em partidas de ida e volta / Corinthians

E aí entra Dorival Júnior. Ele ainda precisa provar que pode ser o técnico certo no lugar certo. Se não conquistar a Copa do Brasil, dificilmente terá ambiente para permanecer. Seu trabalho foi fraco, bem abaixo das expectativas, muito distante do rendimento que se esperava de alguém que, antes de chegar, era simplesmente o técnico da seleção brasileira.

Dorival está devendo

No Corinthians, Dorival não foi nem de longe o profissional de primeira prateleira que o currículo sugere. Fez um trabalho limitado — compreensível até certo ponto pela falta de reforços e pela bagunça administrativa que dominou o clube —, mas ainda assim insuficiente. Não é admissível que um treinador desse tamanho, num clube desse porte, se conforme em dizer nas coletivas que o time mostrou evolução e que nunca esteve ameaçado de rebaixamento.

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A primeira afirmação é, no mínimo, discutível. A segunda é, com certeza, uma meia verdade: o Corinthians, que deveria estar brigando por vaga na Libertadores, terminou o campeonato a míseros quatro pontos da linha do rebaixamento e andou sempre na segunda página da tabela. Por isso a quarta-feira virou obsessão da torcida. E obrigação de técnico e jogadores. É quarta-feira. É guerra. É tudo ou nada!

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