O São Paulo visita a LDU nesta quinta-feira pelas quartas de final da Libertadores. O técnico Hernán Crespo terá a volta de Luciano. O Tricolor é um dos três times brasileiros tricampeões da competição que tentam o tetra. Há também o Palmeiras e o Flamengo. O único que já jogou foi a equipe de Abel Ferreira: ganhou do River Plate por 2 a 1 em Buenos Aires.
São Paulo e Palmeiras podem se encontrar na semifinal. Um dia antes da partida em Quito, no entanto, o São Paulo informou sobre suas contas do primeiro semestre. O ano é de aperto e recessão. Os números melhoraram, mas estão longe de fechar a conta. Vai ser preciso que o clube continue seus ajustes em 2026.

O clube é guiado pelo relatório da Outfield, parceira da Galápagos no fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) do São Paulo. Houve queda pequena da dívida no ano e há uma previsão de superávit até dezembro. Há estouros no futebol também. É preciso ter paciência. Paciência de todos. Da diretoria ao torcedor. O Flamengo passou por isso durante três temporadas, lá atrás, para se fortalecer agora e mandar no futebol nacional. O Corinthians nunca entrou nessa e tem uma dívida de R$ 2,6 bilhões. Está sem crédito e tenta encontrar uma saída milagrosa.
Recessão vai continuar
É preciso entender os números do São Paulo, de modo a não estourar champanhe nem achar que tudo está errado. Há um processo em andamento que precisa de ajustes e continuidade. É bom que se diga que os agentes desse processo, que não são dirigentes do Morumbi, trabalham com a certeza de que o Tricolor gastará menos do que vai arrecadar na temporada. Ou seja: terminará o ano no azul.
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Até agora, o São Paulo “apresenta uma trajetória de recuperação (financeira) e segue na rota para encerrar 2025 com resultado superavitário”. Mas os responsáveis pelo relatório não escondem falhas, como gastos acima da previsão no futebol. De certa forma, isso expõe o diretor Carlos Belmonte. Ele terá de apertar ainda mais o cinto.
Relatório tricolor
1 – Diminuição da dívida bancária, de R$ 259,2 milhões, de 2024, para R$ 215,8 milhões desta temporada até o momento.
2 – O clube reduziu o seu endividamento bancário em 17%, voltando aos números de 2023.
3 – O São Paulo receberá R$ 240 milhões com o fundo de investimentos. Já pegou R$ 135 milhões. Ainda restam R$ 105 milhões.
4 – O clube pediu um empréstimo no mercado de R$ 50 milhões para acertar seu fluxo de caixa. O valor foi aprovado pelo Comitê de Crédito do fundo.
5 – O futebol gastou R$ 78 milhões acima do previsto no primeiro semestre. Os ajustes feitos no futebol, como redução da folha, não foram suficientes para evitar isso. Assim, o São Paulo se viu ‘obrigado’ a vender jogadores. É acusado de ter vendido mal.
6 – As vendas de jogadores superaram a meta de R$ 44,2 milhões. Meta baixíssima para a temporada. O clube arrecadou R$ 107,2 milhões com William Gomes e Ângelo, ambos da base, e através do mecanismo de solidariedade da Fifa.
7 – O clube reduziu em 37% os gastos com compra de jogadores em comparação ao mesmo período do ano passado.
8 – O São Paulo teve déficit de R$ 33 milhões no primeiro semestre. No ano passado, o prejuízo do clube foi de R$ 287 milhões. Naquela temporada, o futebol gastou R$ 452 milhões.





