A seleção brasileira precisa de Estevão. O atacante de 18 anos tem assumido papel de atleta mais experiente, como se viu na cobrança de pênalti contra a Tunísia, ainda no primeiro tempo e quando o Brasil perdia por 1 a 0. Ou seja: o garoto pegou a bola, deu dois beijinhos na pelota, e cobrou forte no canto esquerdo do goleiro. Com o seu gol, a seleção foi para o vestiário com o empate por 1 a 1.
Estêvão tem sido o melhor atacante de Carlo Ancelotti, que já disse estar encantado com o garoto formado no Palmeiras. Ele esteve nas oito convocações do treinador desde que assumiu o time no lugar de Dorival Júnior. O atacante não tem mudado a sua forma de atuar. Ele continua jogando pela direita, mas não busca mais a linha de fundo. Aliás, foi Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, que mudou essa característica do jogador.

Quando pega na bola na direita, Estêvão aponta seu nariz para o meio da área. O garoto trocou a linha de fundo e o cruzamento na área pelo drible na entrada da área seguido da conclusão de esquerda, em curva. Abel queria Estêvão dentro da área e chutando para o gol. Ele não fazia nada disso. Agora faz.

Ancelotti deixou o jogador com suas características. Contra a Tunísia, ele fez essa mesma jogada após receber um lançamento pelo alto na direita. Ao dominar a bola, o atacante passou por dois marcadores centralizados antes de chutar. A bola tinha força e direção, mas foi desviada na zaga e o Brasil ganhou escanteio.
VAR e pênalti
Quando o juiz se valeu do VAR para marcar uma mão na área do jogador da Tunísia, Estêvão já se apressou em pegar a bola. A seleção tem outros cobradores, como Rodrygo e Matheus Cunha, até mesmo Vini Jr, o melhor jogador do mundo. Não houve qualquer contestação dos “mais velhos” do elenco.






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