A seleção brasileira fez uma boa partida contra Senegal. Ganhou por 2 a 0 e registrou sua primeira vitória contra o adversário africano em três encontros, mas isso é o de menos a menos de sete meses para a Copa do Mundo de 2026. É preciso olhar para a forma de atuar do Brasil. E prestar atenção em alguns pontos importantes da equipe. Um deles é o amadurecimento de Estêvão, autor de um dos gols do time de Carlo Ancelotti em Londres.

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O garoto de 18 anos veste muito bem a camisa do Brasil. Ele deixou o Palmeiras neste ano, após o Mundial de Clubes da Fifa, para se destacar no Chelsea. Portanto, estava em casa. De quebra, já tem o seu espaço garantido na Copa. Não há dúvidas. Estêvão esteve em todas as convocações do treinador italiano.

Estevão melhor que Vini

Passou Vini Jr. na importância ao time. Isso não é pouco porque Vini é o melhor jogador do mundo. Estevão tem cinco gols.

Vini Jr e Estêvão, um atacante de cada lado do campo na vitória por 2 a 0 da seleção brasileira sobre Senegal / CBF

Foi um teste para o Brasil no sistema defensivo, na marcação do meio de campo, na liderança de Casemiro mais uma vez, que também marcou um dos gols do Brasil, e na movimentação e jogadas ofensivas da linha de frente. Não foi uma vitória contra “galinha morta”. O Brasil ganhou um time na concepção da palavra. Tem um esquema de jogo. Tem bons jogadores e jogadores que estão atuando de forma tática. É o melhor Brasil desde a demissão de Tite do comando.

É a minha melhor fase desde que comecei. Tenho de continuar trabalhando e lutando todos os dias. É bom para mim fazer os gols, mas também é bom para a seleção. A seleção é tudo para mim. A concorrência é boa e sei que tenho de trabalhar. Eu tento extrair o máximo do que o Ancelotti tem para me ensinar. Ele é espetacular. Ele conversa, me ensina, me dá conselhos. ESTÊVÃO, em entrevista ao SporTV

E o melhor de tudo depois da partida em Londres é saber que há espaço para melhorar, para ganhar entrosamento, para ter mais mobilidade e dar confiança aos jogadores. Ancelotti tem um plano. O setor defensivo melhorou muito em relação à derrota contra o Japão, principalmente no segundo tempo. O time competiu até o fim. Há uma evolução, apesar do longo caminho. Não estamos perto do hexa e só a Copa do Mundo vai mostrar isso. Mas alguns passos foram dados em Londres.

Rodrygo e Matheus Cunha

Ancelotti testou e gostou de ver Rodrygo no meio de campo, assim como a movimentação de Matheus Cunha. Estou muito confiante de que a seleção achou uma formação do meio de campo para o ataque. Raphinha vai entrar nesta briga por posição. E aí estamos falando de seis jogadores, contando os volantes Casemiro e Bruno Guimarães.

Militão também me parece muito tranquilo na posição defensiva pela direita, como um lateral, mas sem o cacoete de atacar. Ancelotti sabe que o jogador do Real Madrid pode ajudá-lo na zaga. O treinador sabe também a importância de a seleção ter uma defesa sólida no Mundial. O time está bem perto disso. Contra a Tunísia, Ancelotti deve mudar a equipe, sem abrir mão do padrão de jogo. Vai testar mais força no ataque, principalmente com um jogador de área.

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