De Londres

Finalmente, o Brasil quebrou o tabu contra o Senegal. Em um amistoso, já em clima de Copa do Mundo, no Emirates Stadium, em Londres, quase lotado, com 58 mil pessoas, a equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti cumpriu o plano que ele tinha estipulado, mantendo a defesa atenta e bem posicionada e com rápida movimentação dos atacantes. “Fizemos o jogo que queríamos fazer, bem concentrado”, disse o treinador.

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A primeira chance de gol para o Brasil surgiu, rapidamente, logo aos 2 minutos, quando Édouard Mendy, goleiro senegalês, saiu jogando errado e entregou a bola de presente para Estêvão, que tocou, ligeiro, para Vinícius Júnior. O camisa 7 do Brasil dominou e bateu rasteiro, de pé direito, para a defesa do próprio Mendy.

Brasil faz teste de Copa, joga com intensidade e ganha de Senegal por 2 a 0, com gols de Estêvão e Casemiro / CBF

A seleção brasileira prosseguiu com mais volume de jogo, criando oportunidades. Ficou no quase, aos 16 minutos, em uma cabeçada de Matheus Cunha, que explodiu no travessão, com Mendy batido. Onze minutos depois, o Brasil abriu o placar, aproveitando mais uma bobeada dos senegaleses. Após receber a bola na intermediária, Casimiro tentou um passe para Bruno Guimarães. No caminho, a bola desviou e, esperto, Estêvão chutou forte, de pé esquerdo, sem qualquer possibilidade de defesa para Mendy. Foi o quinto gol do atacante do Chelsea na seleção. Ele esteve em todas as convocações de Ancelotti.

Brasil foi melhor até o fim

Mesmo em vantagem, o Brasil continuou melhor e, aos 35 minutos, ampliou o marcador. Estêvão descolou um passe para Casemiro, no limite da posição de impedimento. O camisa 5 da seleção dominou quase na linha da pequena área e mandou para as redes, em chute colocado, sem força. Apesar das fortes reclamações dos africanos, o gol foi confirmado pelo VAR minutos depois: 2 a 0.

Perdendo por dois gols, restou a Senegal partir para cima, na base do tudo ou nada. E os africanos quase foram recompensados logo aos 6 minutos do segundo tempo. Ederson saiu jogando errado com seus pés e a bola sobrou para Ndiaye, que se afobou e chutou na trave, perdendo uma ótima chance.

A partida seguiu intensa até o fim. Mas sem chances claras de gol para nenhum dos lados. Melhor para a seleção brasileira que quebrou um tabu contra uma das raras seleções que nunca havia conseguido vencer até hoje. Não deixa de ser um bom prenúncio para a seleção comandada por Ancelotti a sete meses do início do Mundial de 2026.

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