As declarações de Estêvão sobre a sua falta de concentração no trabalho leva um grande problema para dentro da concentração do Palmeiras em Greensboro, na Carolina do Norte, antes da partida das oitavas contra o Botafogo. O jogo é sábado e quem perder volta para o Brasil. É fim de linha no Mundial de Clubes.

Estevão passa por marcador do Inter Miami: atacante diz que perdeu o foco no Palmeiras neste Mundial / Palmeiras

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A falha é coletiva porque ninguém percebeu o que estava acontecendo com o menino de 18 anos recém-completados, prestes a deixar o Brasil com sua humilde família para morar em Londres e vestir a camisa do Chelsea. Desde que foi vendido, Estêvão nunca demonstrou qualquer fraqueza ou ansiedade acima do comum com o caminho que tomou. Mas a cabeça do atacante ‘pirou’ com a competição nos Estados Unidos, diante de clubes renomados e de jogadores que fazem parte do seu videogame.

É preciso ajudar Estêvão

A culpa não é de Estêvão nem de ninguém. A situação provoca essa confusão de sentimentos, principalmente com um garoto de sua idade, embora tenha recebido toda a estrutura necessária para a mudança. Mas quando a hora se aproxima, o coração bate mais forte e o medo nos paralisa. Pelo pouco que Estevão comentou, essa é a leitura que faço.

É muito difícil me manter focado. É um sonho que vou realizar, mas sabendo que tenho de focar aqui. Não é fácil. Quanto mais perto chega, a ansiedade vai batendo, o frio na barriga também. É difícil porque você se imagina jogando na Europa, com vários outros jogadores, com tudo que representa a Europa. É um sonho meu. Estêvão.

Mas há soluções para tudo no futebol. Abel e seus pares da comissão técnica precisam descobrir se Estevão falou o que falou apenas para justificar uma partida ruim ou se está mesmo travado no Mundial. Ele recebeu o prêmio de melhor do jogo nas duas primeiras partidas do Palmeiras. Não concordo com a escolha, mas a votação popular o apontou como o melhor. Abel terá de avaliar o peso das declarações de Estêvão e ajudá-lo. É preciso ter cabeça fria.

O caminho é dar a ele o conforto e a paz que procura para jogar. O caso, dada as devidas comparações, lembra a convulsão de Ronaldo Fenômeno na véspera da final da Copa do Mundo 1998, contra a França. A pressão era muito grande. Estêvão não teve nada parecido, mas pediu socorro. É preciso ouvir.

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Se ele não conseguir retomar o que mais gosta de fazer, Abel terá de tirá-lo do time na decisão contra o Botafogo, sábado. E tudo bem. Estêvão tem de saber que está tudo bem. A torcida tem esperança nele, mas o Palmeiras já se virou sem o seu atacante pela direita. Em 15 dias, terá de aprender a jogar sem ele de vez. É vida que segue. Facundo Torres pode muito bem atuar pelo setor. Bem orientado, o próprio Vitor Roque pode fazer a função.

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