A Fifa vai aumentar o valor que ela paga para os clubes que cedem jogadores para as seleções em Copas do Mundo. O presidente Gianni Infantino informou que a entidade investirá o equivalente a R$ 1,8 bilhão, num aumento de quase 70% em relação ao ciclo passado. Vale lembrar que as Eliminatórias são consideradas fases da Copa. Portanto, os clubes também ganham nesses casos. O dinheiro é pequeno pelo volume de convocados, times envolvidos e salários dos jogadores selecionáveis. Mas é um começo. Esse valor é proporcional ao número de atletas cedidos a cada data Fifa.

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A Fifa vai pagar US$ 355 milhões no ciclo do Mundial de 2026, que vai credenciar 48 seleções para a competição. O Brasil já está classificado. É a única seleção que disputou todas as edições da Copa. Mas a maioria das equipes fica fora da disputa. Na disputa do Catar, em 2022, havia 32 seleções. A Argentina foi campeã. Naquele ciclo, a Fifa destinou US$ 209 milhões para 440 clubes de 51 federações dos seis continentes. Todos esses clubes cederam em algum momento algum jogador para a seleção do seu país.

CBF faz essa distribuição do dinheiro

No Brasil, a CBF é quem recebe a verba e faz chegar aos clubes. A iniciativa faz parte do que a Fifa batizou de Programa de Ajuda a Clubes. Trata-se de uma parceria da Fifa com a Associação Europeia de Clubes, mas que vale para todas as confederações, como a Conmebol, da América do Sul, da qual as seleções de Brasil e da Argentina fazem parte, por exemplo.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, aumenta verba destinada aos clubes que fornecem jogadores para a Copa / Fifa

A nova edição do Programa de Assistência a Clubes da Fifa para a Copa do Mundo de 2026 dará um passo adiante e reconhecerá financeiramente a imensa contribuição de clubes e jogadores de todo o mundo para viabilizar as eliminatórias e a fase final do torneio.
GIANNI INFANTINO

A Fifa precisa dessa parceria porque ela tem um produto, a Copa do Mundo, que necessita do apoio dos clubes e do entendimento de que eles devem continuar tratando bem seus jogadores, de várias nacionalidades, para que continuem servindo às seleções e fazendo das Copas um momento único do futebol. Sem os atletas dos clubes, a Copa do Mundo não existe.

Atualmente, há muita resistência dos times de liberarem seus jogadores para as seleções. Infantino quer estreitar o relacionamento e a parceria da Fifa com os clubes.

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