A Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções, não será gigante apenas em números, mas também em tecnologia. A Fifa anunciou uma inovação que promete mudar a forma como enxergamos o jogo: a criação de avatares 3D realistas de todos os 1.248 atletas que disputarão o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas o que isso significa?

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O objetivo principal é levar o impedimento semiautomático a um nível de precisão nunca visto. Ao contrário dos modelos gráficos atuais, que muitas vezes parecem bonecos genéricos, os novos avatares terão as dimensões exatas de cada parte do corpo dos jogadores envolvidos na jogada, permitindo que a IA identifique infrações mesmo em lances com atletas obstruídos ou em movimentos de altíssima velocidade. Para além da decisão do VAR, a Fifa tenta encantar os milhões de apaixonados por futebol com imagens dos próprios jogadores e de seus movimentos. Ela troca os bonecos pelos avatares. E se aproxima dos games.

Fifa vai criar avatares dos jogadores da Copa do Mundo de 2026: eles estão em tamanho real nas imagens do VAR / Fifa

Para viabilizar o projeto, a Fifa realizará um processo de escaneamento digital com cada atleta antes do início da competição, marcada para 11 de junho. O procedimento é ultraveloz, levando apenas um segundo para gerar o perfil completo em 3D. Esse modelo será integrado ao sistema de transmissão oficial, permitindo que, quando o VAR intervir, o público veja uma reconstrução virtual fiel à realidade, aumentando a transparência e o engajamento de quem assiste.

Por que a Fifa quer mais realismo?

A mudança é uma resposta indireta às críticas recebidas por sistemas de impedimento em ligas como a Premier League. No Brasil nem se fala. Na Inglaterra, o uso de modelos que não correspondem ao tamanho real dos jogadores e a margem de erro de 5 cm geram controvérsias constantes, como no recente gol validado de Bruno Guimarães contra o Manchester City. A Fifa quer acabar com essa “margem de dúvida” e entregar decisões milimétricas baseadas na anatomia real de cada atleta.

Democracia de dados: Football AI Pro

Além da arbitragem, a parceria da Fifa com a Lenovo lançará o Football AI Pro. Trata-se de uma plataforma de dados que será oferecida gratuitamente a todas as 48 seleções. O objetivo? Equilibrar as forças. Seleções com menos recursos terão acesso às mesmas ferramentas de análise de vídeo, texto e visualizações 3D que as potências mundiais utilizam para estudar adversários e táticas. A Fifa está igualando o palco das batalhas. A briga passa a ser no futebol.

O que disse Infantino

Gianni Infantino, presidente da Fifa, celebrou o avanço tecnológico que aproxima o futebol de uma experiência de entretenimento de elite. “Estamos fornecendo soluções completas de TI, aprimorando a realização e a experiência do torneio em todos os níveis. O Football AI Pro será um divisor de águas e estamos ansiosos para vê-lo, assim como nossas outras inovações desenvolvidas com a Fifa, em uso na Copa do Mundo de 2026”, afirmou o dirigente.

O jogo em si não muda nada. Os melhores jogadores e os times mais bem treinados e entrosados continuarão sendo mais fortes. O que muda é o entendimento do jogo para quem está no estádio ou acompanhando a partida pela tevê ou streaming. A Fifa quer acabar com as discussões de lances objetivos, como o impedimento ou se a bola entrou ou não no gol. Ela faz isso com os seus parceiros comerciais.

IA com informações e edição do The Football

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