O Flamengo consegue uma vitória de grande valor estratégico na Copa Libertadores. O 1 a 0 sobre o Estudiantes, com gol do artilheiro Pedro, que não vai para a Copa, nesta quarta-feira, no Maracanã, não teve apenas o peso dos três pontos contra um adversário direto. Teve também o efeito de classificar o Rubro-Negro para as oitavas de final e chegar com moral para o duelo com o Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro, no próximo sábado, de novo como mandante.

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Com o resultado, o Flamengo chega a dez pontos. O Estudiantes permanece com seis. Há ainda a pendência envolvendo o jogo contra o Independiente Medellín, suspenso na Colômbia por problemas de segurança nas arquibancadas. Caso o W.O. seja confirmado pela Conmebol, o Flamengo abriria distância ainda maior e sacramentaria a liderança geral da chave.

Flamengo O atacante Pedro aponta para o escudo do Flamengo na comemoração do seu gol na vitória sobre o Estudiantes
O atacante Pedro aponta para o escudo do Flamengo na comemoração do seu gol na vitória sobre o Estudiantes / Flamengo

Dentro de campo, Pedro voltou a entregar exatamente o que se espera de um centroavante em jogo continental duro: presença de área, eficiência e capacidade de decidir em margem curta. Em partidas de Libertadores contra equipes argentinas, vencer por 1 a 0 costuma dizer mais sobre maturidade competitiva do que sobre exuberância ofensiva. O Flamengo não precisava transformar a noite em espetáculo. Precisava ganhar, controlar emocionalmente o jogo e impedir que o Estudiantes levasse a decisão do grupo para um cenário mais desconfortável.

A vitória também tem impacto direto no planejamento da semana. Com a vaga ao mata-mata, o Flamengo ganha fôlego para virar a chave ao Campeonato Brasileiro, no qual terá no sábado um dos compromissos mais relevantes da temporada até aqui: o confronto com o Palmeiras, no Maracanã, às 21h, pela 17ª rodada.

Combustível extra

O cenário ficou ainda mais favorável depois do tropeço do Palmeiras diante do Cerro Porteño, por 1 a 0, em casa. Além de não carimbar a vaga às oitavas de final, o time de Abel Ferreira beira a crise, afinal, nas últimas quatro partidas, foram três empates e uma derrota. O jogo contra o Palmeiras carrega peso de confronto direto. O Palmeiras ocupa a liderança do Brasileirão, com 35 pontos em 16 jogos, enquanto o Flamengo aparece em segundo, com 31 pontos em 15 partidas. Ou seja: o Rubro-Negro tem um jogo a menos e a chance de encurtar a distância para o principal rival dos últimos anos.

Por isso, o 1 a 0 sobre o Estudiantes funciona como combustível esportivo e psicológico. O Flamengo chega ao sábado com uma vitória continental nas costas, Pedro decisivo e a sensação de que atravessou uma noite importante sem desperdiçar energia emocional em crise ou instabilidade. Portanto, a semana rubro-negra, muda de patamar. A vitória sobre o Estudiantes deixa o Flamengo em situação confortável na Libertadores, mas não permite relaxamento. O calendário empurra o clube imediatamente para outro teste de elite.

Jogo truncado

O Flamengo precisou trabalhar muito mais do que o placar simples poderia sugerir. A vitória nasceu em uma partida amarrada, de ritmo cortado e com poucos espaços para criação. O time argentino conseguiu reduzir zonas de infiltração, baixou a velocidade do jogo e obrigou o Rubro-Negro a buscar soluções em jogadas mais pontuais. Antes de Pedro decidir, o confronto passou por longos períodos de equilíbrio, com o Flamengo tendo dificuldade para transformar posse e presença ofensiva em chances realmente claras.

Flamengo O atacante Pedro é cirúrgico mais vez, decide na vitória do Rubro-Negro e dá confiança para encarar o Palmeiras
O atacante Pedro é cirúrgico mais vez, decide na vitória do Flamengo e dá confiança para encarar o Palmeiras / Flamengo

A resistência do Estudiantes também ajuda a explicar por que o resultado teve contornos de jogo grande de Libertadores. A equipe argentina já havia imposto problemas ao Flamengo no encontro anterior, em La Plata, quando apostou na força física, na bola aérea e na pressão territorial para desgastar o adversário.

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Desta vez, mesmo no Maracanã, o Rubro-Negro voltou a encontrar um rival competitivo, organizado e disposto a alongar cada disputa. Sem algumas peças importantes de criação, o Flamengo não teve uma noite de brilho coletivo, mas encontrou em Pedro a eficiência necessária para vencer um jogo em que o resultado pesou mais do que a estética.

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