Quem disse que o Fluminense era o mais fraco dos brasileiros neste Super Mundial não entendeu nada. Quem tratou o Tricolor como coadjuvante caiu do cavalo. Em campo, no jogo grande, contra o algoz do Manchester City, foi o Flu que se agigantou. Foi o Flu que venceu. Que primeiro carimbou a vaga entre os quatro melhores do planeta. Com autoridade. Com coragem e futebol.

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Que vitória. Que resposta. Uma aula. Renato Gaúcho, o técnico que tantos desdenham por não usar palavras difíceis em entrevistas, mostrou mais uma vez que entende o jogo como poucos. Montou um time competitivo, ousado, pronto para o combate. Não foi ao Mundial para tirar foto. Foi para disputar cada minuto como se fosse o último. E venceu. Porque acreditou, porque soube o que fazer e porque tem estrela — sim, essa estrela que o acompanha em noites de decisão.

Fluminense ganha do Al-Hilal por 2 a 1, em Orlando, e está na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa / Fluminense

O Al-Hilal não era qualquer um. Era o time que derrubou o campeão da Europa. Ganhou do Manchester City, de Pep Guardiola e tudo. Era o bicho-papão da chave. Mas encontrou um Fluminense disposto a jogar grande. Disposto a desafiar a lógica. Disposto a ganhar.

Martinelli e Hércules

E ganhou. Ganhou com dois golaços de volantes! Sim, volantes! Num país que ainda idolatra o volante que só marca e destrói, o Flu mostrou o volante que constrói, que infiltra, que decide. Martinelli abriu o placar com categoria. Hércules — esse menino talhado para ser herói — entrou no segundo tempo e, de novo, como contra o Inter, balançou as redes com personalidade. Dois jovens, dois brasileiros, dois tricolores com a alma inteira no jogo.

É por isso que as Laranjeiras estão em festa. É por isso que o Brasil inteiro devia estar. Porque não foi só o Fluminense que venceu. Foi o futebol brasileiro que se reafirmou. Foi a nossa coragem tática, nossa inteligência de jogo, nossa alma competitiva que brilhou no palco global. O Flu não só está na semifinal. O Flu está fazendo história. E que se cuidem os gigantes. Porque o time que ousa sonhar está acordado. E tem nome. Tem camisa. E tem dono: O Fluminense é do tamanho do mundo.

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