Não faz mais sentido algum as Eliminatórias Sul-Americana terem 18 partidas e levarem dois anos para apontar quem vai para a Copa do Mundo. Principalmente nesse novo formato de 48 participantes do Mundial. Das dez seleções da América do Sul, apenas três estão fora da competição.
Dois jogos valem na última rodada
O torneio classifica do primeiro ao sexto colocado de forma direta. O sétimo mais bem classificado vai disputar uma repescagem. Não faz o menor sentido levar tanto tempo para saber quase que o óbvio. Na rodada de encerramento das Eliminatórias, nesta terça-feira, apenas os jogos da Venezuela e da Bolívia, que recebe o Brasil na altitude, valem alguma coisa. Os outros são “amistosos” de luxo. Messi, por exemplo, foi dispensado da Argentina.
A Fifa e a Conmebol precisam repensar a disputa, de modo a encurtar a competição e torná-la mais interessante. Na Europa, as Eliminatórias levam dois meses. E apenas o primeiro colocado de cada grupo se classifica para a Copa automaticamente. Ver a seleção brasileira jogar tantas vezes contra os rivais de sempre tem desgastado o time e o torcedor. São partidas sem sentido. São mais festivas do que jogos para valer. Os jogadores já sabem que dificilmente o Brasil ficará fora da Copa.

A seleção não pode parar de jogar, mas o formato e o peso das Eliminatórias não funcionam mais para o time nem para o torcedor. No caso do Brasil e da Argentina, por exemplo, os roteiros são os mesmos: ou o time vai mal e depois se recupera, como foi o Brasil, ou vai bem e logo se classifica, a exemplo da Argentina. O torcedor argentino manteve-se empolgado por causa de Messi e também porque a seleção de Scaloni ganhou a última Copa do Mundo.
Amistosos podem render mais
Talvez os melhores momentos da seleção brasileira nos dois últimos anos tenham sido os dois amistosos na Europa, contra Inglaterra e Espanha, ainda sob o comando de Dorival Júnior. Marcar jogos contra rivais espalhados pelo mundo, mesmo que na condição de amistosos, me parecem muito mais proveitosos do que partidas na América do Sul. As Eliminatórias Sul-Americanas precisam ter uma nova fórmula, mais curta, intensa e que dê sentido à disputa. Do jeito que está, é muita perda de tempo.
Jogos da última rodada das Eliminatórias
Terça-feira – Rodada 18
20h – Equador x Argentina
20h30 – Peru x Paraguai
20h30 – Venezuela x Colômbia
20h30 – Bolívia x Brasil
20h30 – Chile x Uruguai





