Dallas – Jogos complicados, muitas vezes, são decididos por heróis inesperados. E, no teste para cardíacos em que se transformou a partida do Brasil contra o Japão, no Estádio NRG, em Houston, foi exatamente isso o que aconteceu. Depois de um primeiro tempo em que o Brasil estava mal em campo — principalmente após os Samurais Azuis surpreenderem e fazerem 1 a 0 —, a virada brasileira aconteceu graças a três heróis improváveis, começando pelo volante Casemiro, que empatou a partida com uma cabeçada indefensável.

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A jogada, por sua vez, nasceu de um passe preciso do zagueiro Gabriel Magalhães. Como um armador da estirpe de um Roberto Rivellino, aos 12 minutos do segundo tempo, ele fez o cruzamento que originou o gol e recolocou o Brasil na briga pela vaga nas oitavas de final do Mundial 2026. Do seu pé esquerdo, a bola voou direto para a cabeçada de Casemiro, estufando a rede do Japão e tirando um peso das costas da equipe. “No Arsenal, o clube em que jogo na Inglaterra, treinamos esse tipo de jogada: foi muito bom ter podido ajudar o Brasil”, disse Gabriel Magalhães.

Heróis improváveis se abraçam, Gabriel Magalhães e Casemiro
Autor do gol de empate do Brasil, Casemiro abraça Gabriel Magalhães, que foi decisivo com o cruzamento para a área / CBF

Heróis do Brasil

Ele lembrou que a mudança de atitude da equipe, além de ajustes táticos pontuais, foi fruto da observação do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti. Antes de qualquer mexida na estratégia, o treinador procurou transmitir calma aos seus jogadores. “Ele nos disse para mantermos nossas cabeças tranquilas: ainda haveria muito jogo pela frente”, disse o zagueiro Gabriel Magalhães, na zona mista. “Disse que dava para buscar o resultado; e a gente comprou essa ideia e acreditou até o final”, afirmou Magalhães. Nos quinze minutos do intervalo, Ancelotti também fez ajustes táticos na seleção brasileira, mas decidiu manter no jogo nomes que não estavam no seu melhor dia, como o veterano Casemiro, que se mostrou decisivo.

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Outra mexida de Ancelotti que deu muito certo foi substituir Matheus Cunha por Gabriel Martinelli, aos 21 minutos da etapa final. Além de ocupar bem o espaço entre o meio-campo e o lado esquerdo do ataque, foi dele o gol decisivo. Em um dos últimos lances da partida, ele recebeu um passe preciso de Bruno Guimarães, dominou com categoria e tocou com perfeição para o canto esquerdo do goleiro Suzuki. Com seus heróis inesperados e o olhar esperto de Carlo Ancelotti, o Brasil avança no Mundial 2026. Próxima escala: MetLife Stadium, contra Costa do Marfim ou Noruega.

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