A Itália, de Carlo Ancelotti, corre risco de ficar fora de sua terceira Copa do Mundo seguida. A tão temida Squadra Azzurra já não disputou as edições passadas de 2022, no Catar, e também de 2018, na Rússia. Ela é comandada por Gattuso. E agora se vê novamente em maus lençóis em seu grupo nas Eliminatórias da Europa. O time ocupa a terceira colocação, com dez pontos em quatro partidas. Está atrás da Noruega e com a mesma pontuação de Israel, com quem mediu forças nesta segunda-feira e ganhou por 5 a 4. Israel tem um jogo a mais.
Pelas regras da competição, apenas o primeiro colocado se classifica de forma direta para a Copa do Mundo de 2026. E nesse momento a vaga é da seleção norueguesa, de Haaland, que soma 12 pontos em cinco partidas. Israel tem dez. E a Itália, apenas sete. O grupo da Itália começou a disputa mais cedo. Portanto, restam menos confrontos para fazer. Além do primeiro colocado, a Fifa determinou que os segundos classificados de cada chave participem de um playoff para uma segunda tentativa de estar no Mundial. Assim, por ora, os italianos não estão nem na repescagem.

Vale lembrar que até bem pouco tempo atrás, a Azzurra era uma das principais seleções do mundo, tetracampeã mundial (1934, 1938, 1982 e 2006) de seis finais que disputou. Isso não é nem de longe pouca coisa. Seu último título foi conquistado em 2006, na Alemanha, quando o Brasil, de Ronaldo, Kaká, Ronaldinho e Adriano, era o grande favorito. Portanto, a seleção brasileira tinha acabado de ganhar o Mundial da Coreia do Sul e do Japão.
Noruega lidera a chave da Itália
De modo que a Noruega enfrenta a Moldávia na próxima rodada, nesta terça-feira, e tem chance de aumentar sua vantagem na liderança do Grupo I. Ou seja, a briga da seleção italiana é com Israel por uma vaga na repescagem. O Brasil tem cerca de 30 milhões de descendentes de italiano. Portanto, ficar fora de uma Copa, apesar da rivalidade no futebol, também é sentido por muitos filhos e netos de italianos que moram no país. Curiosamente, a CBF escolheu um treinador italiano para colocar fim ao jejum de conquista do Brasil em Copas, que já dura 24 anos.





