Mais uma noite de decepção para a Fiel. Mais um resultado desastroso em uma temporada que parece não ter fim. Derrota para o Bahia por 2 a 1. Mais um capítulo do drama da tragédia cotidiana vivida em preto e branco. Agora já são 11 jogos e apenas uma vitória no Campeonato Brasileiro, um retrato cruel de um Corinthians que se multiplica em esforço, mas se dissolve em erros.

Sabemos que estamos numa fase onde pagamos caro cada erro. A gente faz de tudo para acertar o gol, mas ele não chega e a gente depois toma os gols. Temos de saber o momento do clube, todo mundo, não só os jogadores. Mas a gente coloca a cara, a gente briga pela torcida, que sabe que o time não está onde queremos. GARRO

Mas o Corinthians é isso, né? Agora é tomar porrada porque as coisas não tão saindo como queremos. Agora é trabalhar para que todo o clube, não só os jogadores, mas o clube como um todo faça as coisas certas para que também as coisas aconteçam no campo. Acho que o futebol é dentro e também fora do campo. GARRO

A entrevista foi mais simbólica do que qualquer análise tática. Foi, de fato, um jogo maluco na Neo Química Arena na abertura do returno. Maluco pelo ritmo frenético, pelo roteiro improvável e pelo desfecho repetido. O Bahia abriu o placar logo aos dois minutos, quando Michel Araújo arriscou de longe, a zaga errou na linha de impedimento e até Hugo, quase sempre tão seguro, falhou na bola.

Garro, camisa 8 do Corinthians, responsabiliza todos no clube pela má fase do time no Brasileirão / Corinthians

Pênalti infantil de Matheuzinho

O Corinthians reagiu na marra, empatou com Garro, mas o VAR encontrou toque de mão de Kayke na origem da jogada. Depois, foi a vez de Gui Negão, em meia bicicleta, dar esperança ao torcedor — até que o lance ficou congelado por nove minutos na cabine de vídeo, até a confirmação do gol. A arquibancada mal tinha terminado de comemorar quando Matheuzinho cometeu um pênalti infantil, convertido por William José. E assim terminou um primeiro tempo arrastado até os 59 minutos.

Ceni e o Bahia no G4

No segundo tempo, a tônica foi a mesma. O Corinthians amassou o adversário: mais de 60% de posse de bola, 22 finalizações, cinco mudanças feitas por Dorival, a estreia de Vitinho e um time inteiro empurrado pelo desespero. Mas, como vem acontecendo há semanas, a bola simplesmente não entrou. O goleiro Ronaldo, em noite de muralha, garantiu o triunfo baiano, que leva o time de Rogério Ceni ao G4 do Brasileirão.

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O Timão, por sua vez, estacionou nos 22 pontos, mas com a zona de rebaixamento rondando mais próxima do que parece — até porque há rivais com até três jogos a menos. A derrota deste sábado não é apenas mais um tropeço. É o espelho de uma temporada em que o caos do campo é reflexo direto da bagunça fora dele. Um clube que insiste em errar, paga cada erro mais caro do que deveria e se vê, jogo após jogo, mais refém de sua própria desgovernança.

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