A “ordem” veio de cima para que torcedores uniformizados parassem de brigar em São Paulo. Entenda por ordem de cima um mando do crime organizado. Isso faz alguns anos, mas a ordem ainda está valendo. Não é para torcedores de torcidas organizadas entrarem em confusão. Isso “atrapalha os negócios”, foi o que The Football ouviu de profissionais que acompanham as ações dos líderes do crime organizado na capital.
Neste domingo, 14 ônibus da torcida organizada do Palmeiras foram vítimas de rojões e fogos de artifícios de torcedores rivais, provavelmente corintianos, na Rodovia Presidente Dutra, BR-116, na altura do quilômetro 206.

Enquanto o comboio passava com dezenas de palmeirenses com destino ao Rio de Janeiro, onde o time de Abel Ferreira enfrenta o Botafogo, pelo Brasileirão, alguns carros de passageiros atiraram os rojões contra os ônibus. Deu confusão. Os palmeirenses desceram apressadamente na rodovia, parando, inclusive, o trânsito, a fim de tentar identificar os agressores.
Atiradores fugiram
A polícia rodoviária classificou o ato de “emboscada”. Ela fazia a escolta num procedimento padrão dessa natureza. Ninguém ficou ferido. A polícia não prendeu ninguém. Os atiradores fugiram.
A situação foi prontamente controlada pelas equipes operacionais da Polícia Rodoviária Federal, permitindo que o comboio retomasse o trajeto de forma segura e seguisse conforme o planejamento para o estado do Rio de Janeiro.
NOTA DA POLÍCIA RODOVIÁRIA
Não faz muito tempo que torcedores do Palmeiras deram o troca de uma emboscada contra adversários do Cruzeiro também na estrada, na Rodovia Fernão Dias. Brigar nas estradas é um novo procedimento dessas gangues. Naquela ocasião, um cruzeirense morreu. O então presidente da Mancha Alviverde, conhecido como Jorge, se escondeu por algumas semanas até ser preso. Ele é acusado de matar o torcedor do clube de Minas Gerais. A polícia investiga a ação, mas não tem pistas dos agressores.





