Se o presidente Marcelo Teixeira estava esperando uma oportunidade para demitir o técnico Cleber Xavier, ex-auxiliar de Tite, sem remorso, a janela se abriu na vexatória derrota do Santos para o Vasco por 6 a 0 no Morumbis, neste domingo, pelo Brasileirão. O jogo virou 1 a 0 para o time de Fernando Diniz. No começo do segundo tempo, sob o comando de Neymar, os donos da casa chegaram perto do empate com duas oportunidades claras, uma delas de Guilherme. O Santos era melhor nos minutos iniciais da etapa final e dava pinta de que poderia conseguir o empate e até a virada. Cleber Xavier foi demitido ainda no Morumbis.
Mas não foi isso o que aconteceu. Aliás, foi o contrário. Um vexame. O Santos tomou uma surra daquelas de não sobrar pedra sobre pedra na Vila Belmiro. Foi uma goleada por 6 a 0 de dó. Só golaços, um atrás do outro, dois deles de Philippe Coutinho. O Santos abriu um buraco em sua defesa que nem o Íbis, pior time do mundo, conseguiria fazer. A torcida deixou o Morumbis antes mesmo do quarto gol. Quem foi embora não viu três gols do Vasco. Os poucos vascaínos no estádio gritavam “olé”.

O Santos nunca perdeu para o Vasco por seis gols de diferença. Portanto, além da vergonha, a derrota é histórica. Nenhum treinador sobrevive a isso no futebol brasileiro. Os torcedores santistas, em sinal de protesto, deram as costas para o campo. Eles não queriam mais ver o vexame do time de Neymar e companhia. O Vasco não fazia seis gols desde 2008. Marcelo Teixeira agiu rápido.
Torcida pede Sampaoli
Mesmo se Marcelo Teixeira quisesse conversar com Cleber Xavier, ele não encontraria explicações para a humilhação. Vale lembrar que o Santos jogou como mandante. O clube levou a partida para São Paulo a fim de ter maior público e, consequentemente, maior renda. Havia 54 mil torcedores no estádio. Parte da torcida pediu a contratação do técnico Sampaoli. O clima para Cleber Xavier, que já era ruim, acabou.
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Mesmo com a goleada, Neymar permaneceu no jogo até o fim. Como líder e capitão do Santos, ele tem voz na demissão do treinador. Seu choro dizia tudo. Ele e seu pai têm feito muitas coisas para o clube, como reformas no estádio e no Centro de Treinamento. A vergonha é do Santos, do técnico, do presidente, do elenco e também do Neymar.

Os gols do Vasco foram marcados por Philippe Coutinho (dois), Lucas Piton, Tchê Tchê, Rayan e David. O time de Fernando Diniz ficou mais com a bola, 60%, e deu quase o dobro de passes certos do que o rival santista. Neymar deixou o campo chorando após abraçar Fernando Diniz. O Santos deve fechar com Sampaoli nesta segunda-feira. Voyvoda, ex-Fortaleza, corre por fora. Há um entendimento no Santos de que o choque deve ser forte dessa vez. Alexandre Mattos, diretor de futebol, pensa dessa maneira. Neymar será ouvido na escolha.





