O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG ganhou um novo capítulo depois da polêmica envolvendo Kaio Jorge e Ruan Tressoldi. O empate por 1 a 1 e o jogo apenas razoável ficaram em segundo plano. O atacante do Cruzeiro procurou o zagueiro adversário para pedir desculpas pela falta que provocou sua saída do jogo, após uma queda que assustou os jogadores no Mineirão e poderia ter machucado o colega. O pedido de desculpas demorou. E foi de caso pensado e não natural. No momento da jogada, o atacante cruzeirense virou de costas e seguiu para o meio de campo.

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Tressoldi deixou o jogo minutos depois, ainda no primeiro tempo, depois de ter sido derrubado por Kaio Jorge e cair de maneira forte sobre o pescoço. Foi uma cama-de-gato. Kaio Jorge ganha fama de provocador e briguento com a camisa do Cruzeiro. O defensor precisou ser encaminhado ao hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, onde passou por exames e acabou liberado. Nada de grave foi detectado. O Tressoldi ficou em pé, mas não conseguiu seguir no jogo. O episódio deixou marcas além do campo. Não houve cartão amarelo nem anotação na súmula, o que indignou ainda mais a diretoria do Atlético-MG.

Ruan Tressoldi deixa o clássico do Atlético com o Cruzeiro após falta de Kaio Jorge e queda brusca / Atlético-MG

Depois da partida, Tressoldi publicou uma mensagem nas redes sociais na qual acusou Kaio Jorge de ter agido de maneira desleal e chamou o atacante de “mau-caráter”. A reação aumentou a temperatura de um clássico que já havia sido marcado pela disputa intensa entre Cruzeiro e Atlético-MG. Mas Kaio Jorge decidiu procurar o adversário diretamente. Na mensagem, o atacante afirmou que não teve a intenção de machucá-lo e pediu desculpas. As imagens não mostram isso. A cena final, da queda, foi impressionante. O contato do atacante foi uma tentativa de colocar fim à discussão que começou no gramado e ganhou repercussão nas redes sociais.

Mesma agência dos jogadores

Há ainda uma coincidência curiosa na história: os dois jogadores são assessorados pela mesma agência de comunicação. A empresa passou a atuar para aproximar os atletas depois do episódio, ajudando na tentativa de diminuir a tensão criada pela jogada. O jogo no Mineirão tem momentos mais tensos. Recentemente, na final do Estadual, houve uma briga generalizada entre os dois times, com o recorde de expulsões: 23. Todos os atletas brigaram na ocasião.

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O caso desta terça-feira, pela Copa do Brasil, mostra como uma disputa de bola pode ganhar proporções muito maiores depois do apito final. No futebol, principalmente em clássicos, a intensidade faz parte do jogo, mas uma entrada que termina com um jogador no hospital muda o peso da discussão. E foi isso o que aconteceu. O clima é tenso para a partida de volta na semana que vem, na Arena MRV.

Tressoldi foi parar no hospital

Tressoldi foi liberado depois dos exames e não teve constatada uma lesão mais grave. Ele deve jogar na volta. Para Kaio Jorge, o pedido de desculpas representa uma tentativa de separar a intenção de machucar o colega. O atacante não queria tirar o adversário do jogo, mas foi isso que aconteceu. Sua fama de “bad boy” cresce em Minas Gerais. Mais do que isso: de jogador maldoso. O caso já está em avaliação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Não se sabe se Kaio Jorge será chamado para dar explicações ou mesmo se pode ser condenado. Em campo, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza não deu peso para a jogada. Não está descartada também uma avaliação na conduta do árbitro pela Comissão de Arbitragem.

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