É bom esclarecer que a contusão de Lucas nada tem a ver com gramado sintético da Arena MRV, do Atlético Mineiro. O atacante do São Paulo foi poupado do primeiro tempo da partida pela condição não natural do campo, mas a sua contusão se deu por falta de sorte. Ele atuou 11 minutos do segundo tempo. Sofreu uma falta e bateu as costas em outro jogador, não aquele que fez a falta nele. No choque de costas, quebrou duas costelas. Oscar teve o mesmo problema no ano passado em partida diante do Corinthians. Uma fatalidade que tirou o jogador por meses do São Paulo.

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Lucas foi do estádio direto para um hospital em Belo Horizonte. Permaneceu internado na capital mineira e só recebeu alta na manhã desta quinta-feira. Dói até para respirar. Estima-se que ele precise de até 12 semanas para se recuperar. São três meses. Ou seja: Lucas não volta mais a jogar antes da Copa do Mundo.

Lucas Moura teve alta do hospital em Belo Horizonte nesta quinta-feira: ele teve duas costelas quebradas / Reprodução

A fatalidade com o atacante do São Paulo acontece num momento em que ele começa a discutir a sua renovação de contrato. O São Paulo quer que Lucas encerre sua carreira no clube. Ele tem 33 anos. Seu vínculo vai até dezembro. Mas ele vai perder três meses de treinamentos e jogos. No entanto, esse período não deve impedir ou atrapalhar a sua renovação. O São Paulo quer e o atacante também. Quando essa comunhão existe, não tem erro.

Lucas terá de repensar o jeito de atuar

O que Lucas terá de repensar é a sua forma de atuar. Ele não consegue mais atuar como antes, veloz e na correria com a bola nos pés. Lucas está mais lento. As contusões e os desconfortos musculares jogam contra as suas características. Lucas é ótimo, mas terá de se reinventar para continuar. “Queria agradecer a todos da equipe médica que estiveram envolvidos no jogo e também a equipe do hospital Mater Dei que me atendeu muito bem. Agradeço também cada mensagem de apoio e carinho.”

Muitos jogadores talentosos já fizeram isso. Alguns laterais deixaram a correria das beiradas do gramado para atuar pelo meio, como Júnior, do Flamengo e da seleção. O próprio Zico, depois das contusões e da lesão no seu joelho, passou a jogar de forma diferente, sem conduzir tanto a bola. Muller abriu mão da velocidade e dos dribles para apostar nos toques de primeira.

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Lucas terá de achar o seu espaço no campo e no jogo. E ele não poderia ter um treinador melhor para isso. Roger Machado é capaz de ajudá-lo nessa transição, primeiramente na cabeça e depois no gramado.

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