Ele é o atleta mais velho da Copa do Mundo de 2026. Aos 43 anos, o goleiro escocês Craig Gordon já viveu altos e baixos na carreira. Ao longo dos últimos 25 anos, ele superou 15 lesões graves. No início deste ano, o atleta enfrentou uma contusão no pescoço. Especialistas o alertaram de que o tratamento para continuar atuando poderia causar paralisia ou até a morte. Mas Gordon optou por correr o risco a fim de realizar o sonho de atuar num Mundial. Deu certo. A Escócia é o terceiro adversário do Brasil na primeira fase da competição nos Estados Unidos.
Em sua entrevista coletiva, o camisa 21 expressou a sua emoção e também a sensação de superar os desafios para jogar a Copa. “É magnífico estar aqui. Parece que a ficha está caindo agora, que estamos a poucos dias de os jogos começarem”, declarou. O técnico Steve Clarke ainda não definiu quem será o titular no primeiro compromisso da seleção escocesa no Mundial, contra o Haiti, no sábado, no Boston Stadium, em Boston.

Seu principal concorrente na meta da Escócia é Angus Gunn, que atualmente defende o Nottingham Forest, da Inglaterra. “Não tivemos nenhuma sinalização. Tem mais alguns dias de treino para mostrar que merecemos a titularidade. Vou trabalhar o melhor possível e ver quem o treinador escolhe”, disse o veterano.
Carreira conturbada
Revelado pelo Hearts of Midlothian, Craig Gordon se transferiu em 2007 para o Sunderland, da Inglaterra, por 9 milhões de libras. Na época, ele se transformou no goleiro mais caro da história do futebol britânico. Titular na Premier League, ele sofreu com várias lesões no joelho. Por pouco, a sua carreira não chegou ao fim. Em maio de 2012, quando seu contrato de cinco anos terminou, o clube inglês optou por não renovar e o liberou.

Diante da gravidade de suas lesões, médicos conceituados o aconselharam a se aposentar. Durante esse período longe do futebol profissional, Gordon chegou a trabalhar na televisão e também como treinador de goleiros para se manter ativo. Após dois anos, acertou com o Celtic, um dos principais clubes da Escócia. E logo se tornou titular do time da cidade de Glasgow.
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A passagem de Craig Gordon no clube alviverde foi o período mais vitorioso de sua carreira. Ao todo, ele conquistou doze títulos no Celtic, com destaque para os cinco campeonatos nacionais consecutivos entre 2014 e 2018. Foi também pelo time conhecido como “The Hoops” que ele enfrentou gigantes do futebol europeu, como Barcelona, Paris Saint-Germain e Manchester City pela Champions League.
Ídolo de Hearts
Após sair do Celtic em 2020, o goleiro optou voltar ao clube que o revelou, o Hearts of Midlothian, que estava na segunda divisão na época. Ele liderou a equipe imediatamente de volta à elite escocesa, conquistando a Scottish Championship e assumindo a braçadeira de capitão. Com mais de 300 partidas pelo clube de Edimburgo, Gordon se tornou o jogador mais velho a disputar uma partida pelo time escocês. E agora, ele pode enfrentar o Brasil na Copa.





