Quando a cota de conquistas de um ano perfeito parecia encerrada, pronta para ser guardada na memória dos torcedores, o Flamengo se vê diante de um último e decisivo desafio: o título mundial interclubes. Sim, título mundial. Podem chamar como quiserem, a Fifa pode tentar esvaziá-lo de todas as formas, mas na cultura do futebol brasileiro vencer a final do torneio intercontinental — antigamente disputada no Japão, hoje em sede volante, como a atual Doha — segue representando a consagração máxima: ser campeão do mundo, com direito a estrela no distintivo, sem asteriscos.

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Essa percepção não é apenas do torcedor. Ela está presente também no discurso de quem comanda o time. Para Filipe Luís, o duelo com o Paris Saint-Germain carrega peso histórico. “Vamos jogar para fazer história”, resumiu o técnico, traduzindo em poucas palavras o tamanho do que está em jogo.

Flamengo ganha mais uma taça no Catar antes de enfrentar o PSG da grande final da Copa Intercontinental / The Football

A decisão será na próxima quarta-feira, às 14h (de Brasília), no Estádio Ahmad bin Ali, no distrito de Al Rayyan, a cerca de 20 quilômetros de Doha. Do outro lado estará o atual campeão da Champions League. “Todos os adversários são diferentes, mas o PSG é o melhor time do mundo. Demonstrou isso, ganhou a Champions e está aqui por mérito. Com toda humildade do mundo, vamos tentar ganhar para fazer história”, completou o jovem treinador, que pode alcançar seu sexto título à frente do Flamengo após já ter conquistado Copa do Brasil, Supercopa, Carioca, Libertadores e Brasileirão.

Sim, é possível

O caminho até a final, é verdade, não foi igual. A Fifa privilegiou o PSG, classificado diretamente para a decisão, enquanto o Flamengo precisou disputar dois jogos preliminares até chegar lá. Ainda assim, o futebol já deixou uma lição importante: é possível. Em julho, no Super Mundial de Clubes, o Botafogo mostrou isso ao derrotar o temido PSG, abrindo uma fresta concreta de esperança para o futebol brasileiro. Não como acaso, mas como sinal.

Jogadores do Flamengo festejam a vitória por 2 a 0 sobre o Pyramids, com gols de Léo Pereira e Danilo / The Football

E se há hoje um time brasileiro capaz de encarar esse desafio sem se sentir diminuído, esse time é o Flamengo. Pelo elenco, pelo momento, pela confiança construída ao longo de uma temporada rara. Campeão regional, campeão brasileiro, campeão da Libertadores. Uma sequência que coloca o clube na fase mais auspiciosa que uma equipe sul-americana pode alcançar antes de um confronto desse tamanho.

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Time o Flamengo tem. Camisa, também. O que resta é acreditar — e jogar — como quem sabe que é possível. Mesmo diante do melhor time do mundo. Mesmo com o caminho mais longo. Porque as finais mundiais não se jogam apenas com a fama. Jogam-se com coragem e a certeza de que a história só muda para quem ousa escrevê-la a seu modo. Por que não sonhar? Por que não o Flamengo, fechar 2025 também campeão do mundo?

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