Nova York – Segue dando o que falar um incidente, segundos antes do gol de empate de Jude Bellingham, da Inglaterra contra a Noruega, no Hard Rock Stadium, em Miami. Para jogadores noruegueses e o técnico da seleção escandinava, Stale Solbakken, o fato de a bola ter resvalado em um cabo usado ​​para suspender uma câmera controlada remotamente – e mudado a sua trajetória –, deveria ter sido motivo para interromper o lance, com bola ao chão, no retorno ao jogo.

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No entanto, baseando-se nos dados registrados pelos sensores instalados na bola, a Fifa insiste que não houve alteração capaz de demonstrar que o cabo tenha sido tocado. Sem este registro, a entidade considera que não há nenhuma evidência de que o lance precisasse ser interrompido.

Noruega foi eliminada pela Inglaterra em duelo que teve situações polêmicas com a tecnologia / Noruega

Assim que o árbitro francês, Clément Turpin, apitou o final do primeiro tempo, Solbakken chiou. Mas quando foi conversar com o juiz, recebeu uma resposta surpreendente. “Turpin me falou que não viu irregularidade no lance e que não recebeu nenhuma notificação de que a bola tocou naquele cabo”, disse Solbakken. “Mas todos nós vimos o que aconteceu: foi uma coisa estranha.”

Tecnologia em campo

Segundo o técnico norueguês, seu time levou “azar”. “Aquela bola caiu direto do céu, então tomou essa direção surpreendente: não podemos fazer nada a respeito.” Segundo um comunicado da Fifa, não houve alteração no gráfico, parecido com um eletrocardiograma, que mostraria o momento de um toque na bola.

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Neste incidente, o mais estranho é que os sensores que equipam as bolas do Mundial de 2026 da adidas tinham a reputação de eles serem infalíveis após um chip na bola ter detectado um toque de fios de cabelo do meia Igor Matanovic, um jogador da Croácia, que levou à anulação de um gol da equipe contra Portugal por impedimento.

Para quem achava que a arbitragem com o auxílio de sensores e câmeras de vídeo seria o fim das polêmicas nos jogos de futebol, tudo indica que ainda não será neste Mundial que isso deixará de acontecer. Muito menos nas ligas nacionais. A Fifa quer que o caso seja esquecido.

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