O Palmeiras confirmou o seu recorde de arrecadação em 2025, com receita anual de R$ 1,7 bilhão. Nunca antes o clube fez tanto dinheiro em doze meses. O Palmeiras funciona em todos os seus setores, do social ao futebol, passando também pela parceria com o Allianz Parque. The Football apurou na semana que o estádio deu ao clube R$ 60 milhões na temporada. O montante vem da parceria nas bilheterias dos eventos na arena.

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A venda de jogadores tem alavancado as receitas, com R$ 550 milhões em 2025, mas está longe de ser o único ovo na cesta da presidente Leila Pereira. Depois que ela encerrou o contrato de dez anos de patrocínio da Crefisa, o clube dobrou os valores de patrocínio, saltando de R$ 80 milhões para R$ 150 milhões. O superávit está em torno de R$ 300 milhões. Superávit é o que sobra após pagar todas as despesas da temporada. Esse valor tem sido bastante reduzido nos balanços.

Leila Pereira mantém as finanças do Palmeiras nos trilhos, faz reformas no clube, mas precisa olhar para a dívida / Palmeiras

O desafio, então, passou a ser como o Palmeiras deve gastar ou investir o seu rico dinheirinho no clube. Nesta semana, Leila informou o investimento de R$ 23 milhões no futebol feminino. É um bom começo. Leila já decidiu que vai apostar no time feminino. Ela quer formatar um novo produto no clube, de modo a ganhar também com patrocinadores e bilheteria. O Palmeiras vai pegar carona na Copa do Mundo do Futebol feminino de 2027.

Palmeiras queria comprar Allianz

No passado, antes de a Crefisa chegar, o Palmeiras investiu na reforma completa da Academia. Onde atualmente os jogadores se concentram e cuidam da saúde esportiva, com aparelhos e profissionais modernos, era um ginásio poliesportivo para o time profissional treinar em dias de chuva em São Paulo. O investimento foi gigantesco.

Leila tem reformado o clube e entregado aos associados estruturas modernas e novas, Sua mais recente obra foi o vestiário do tênis. São reformas pontuais que valorizam o Palmeiras. Leila já tentou comprar o Allianz Parque da WTorre. Era um movimento gigantesco da presidente e um legado sem precedentes. Mas a construtora não se animou em vender. O contrato de parceria vai até 2044, quando a arena volta para as mãos do Palmeiras.

Parceria do Palmeiras com a WTorre nunca foi das melhores depois da entrega na nova arena ao clube / Allianz Parque
Palmeiras queria comprar o Allianz Parque e antecipar o fim da parceria com a WTorre, que vai até 2044 / Palmeiras

O Palmeiras sobrou a sua arrecadação nos últimos quatro anos, saltando de R$ 800 mil para R$ 1,7 bilhão. Nem todo clube conseguiu fazer isso nos últimos anos. Aliás, dois gigantes de São Paulo, Corinthians e São Paulo, se afundam em dívidas e gastam mais do que arrecadam há anos. Portanto, é imperativo destacar a gestão do clube.

Dívida do clube é de R$ 825 milhões

Pagar a dívida acumulada ou reduzi-la é uma opção de legado para a presidente. Aliás, todo estatuto de clube de futebol deveria ter uma cláusula pátria para pagar parte de sua dúvida todo ano. Tipo uma porcentagem. A dívida do Palmeiras é de R$ 825 milhões. Ela poderia baixar para R$ 500 milhões ao fim do mandato de Leila. Isso pega bem com o torcedor, com o associado e no mercado.

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Para 2026, o Palmeiras estima arrecadar R$ 1,2 bilhão. Somente com venda de atletas, o clube quer levantar aproximadamente R$ 400 milhões. Com as saídas de alguns jogadores, como Facundo e Aníbal, o clube já fez quase R$ 100 milhões.

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