Após a vitória do Santos na última quarta-feira, o meia-atacante Neymar anunciou que não irá mais atuar pela seleção brasileira. “Meu momento na seleção já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas acho que não quero mais”, declarou o camisa 10 na zona mista da Vila Belmiro. Com 130 partidas pela seleção, Neymar é o maior artilheiro da equipe em todos os tempos com 80 gols. Ele conquistou dois títulos pelo Brasil: a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
A decisão consolida o que o próprio jogador havia dito após a eliminação nas oitavas de final Copa do Mundo contra a Noruega no MetLife Stadium, em New Jersey. Naquela ocasião, o craque desabafou ainda no gramado: “Tentei, tentei. Agora acabou. Comece aqui, fechei aqui”, fazendo referência ao mesmo estádio onde estreou pela seleção brasileira em um amistoso em 2010. Aos 34 anos, com a trajetória internacional encerrada, Neymar direciona seu foco para o futebol de clubes, defendendo o Santos nesta temporada. Atualmente, o clube disputa o Brasileirão, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil.

No mês de abril, surgiram alguns rumores que o meia-atacante poderia se transferir para o Cincinnati FC, dos Estados Unidos. O presidente do clube norte-americano, Jeff Berding, chegou a vir para o Brasil para se reunir com Neymar e seu pai, mas uma oferta financeira formal nunca foi apresentada. Contudo, o time recuou por receio do condicionamento físico do atleta após novos problemas físicos recentes.
Ouro olímpico inédito
Em 2010, Neymar foi convocado pela seleção brasileira pela primeira vez pelo técnico Mano Menezes. O ídolo estreou num amistoso contra os Estados Unidos no mesmo MetLife Stadium. A partida terminou 2 a 0 para o Brasil e o camisa 10 marcou um dos gols. Dois anos depois, liderou a equipe que disputou os Jogos Olímpicos em Londres e que conquistou a medalha de prata após perder a decisão contra o México na decisão no Estádio de Wembley.

Já em 2013, o meia-atacante foi um dos protagonistas da conquista da Copa das Confederações que aconteceu no Brasil. Brilhou no torneio e marcou gol na decisão no Maracanã contra a Espanha (3 a 0). A equipe dirigida por Luiz Felipe Scolari utilizou o torneio como um grande teste antes da Copa do Mundo que aconteceria no ano seguinte. Neymar marcou quatro gol e foi o vice-artilheiro da seleção na competição.
Mas talvez o momento mais glorioso do camisa 10 na seleção brasileira seja os Jogos Olímpicos disputados no Rio de Janeiro em 2016. Capitão e líder do time do treinador Rogério Micale, Neymar foi fundamental para a inédita conquista do ouro olímpico que veio numa decisão nos pênaltis contra a Alemanha no Maracanã.
Problemas físicos nas Copas
Neymar disputou quatro Copas do Mundo pela seleção brasileira. Em 2014, no Brasil, o jogador teve um ótimo desempenho na primeira fase, mas sofreu uma grave fratura na vértebra lombar nas quartas de final contra a Colômbia. A lesão o tirou da semifinal, quando a seleção brasileira perdeu por 7 a 1 para a Alemanha. Com problemas no pé, teve uma participação modesta em 2018 quando o Brasil caiu para a Bélgica nas quartas de final.
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Na estreia da Copa do Mundo do Catar, Neymar teve uma entorse no tornozelo direito logo na partida de estreia contra a Sérvia. O camisa 10 desfalcou a equipe nas outras partidas da primeira fase, mas voltou nas oitavas de final contra a Coreia do Sul. Contra a Croácia, o meia-atacante fez o gol do empate, mas a seleção brasileira foi eliminada na decisão de pênaltis. Convocado por Carlo Ancelotti neste ano, o ídolo fez apenas duas partidas no Mundial disputado na América do Norte.





