Por Leonardo de Sá

O Palmeiras decidiu subir o tom contra a arbitragem após a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, pelo Brasileirão. Através de uma nota oficial e imagens de sua Análise de Desempenho, o clube contestou o relato do árbitro Felipe Fernandes de Lima na súmula da partida de quarta-feira. O clube sustenta que as justificativas para o cartão vermelho aplicado ao técnico Abel Ferreira “não condizem com a realidade dos fatos”. Ou seja: é uma farsa.

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Nesse sentido, a diretoria palmeirense utiliza os vídeos para desconstruir os três pilares do documento oficial: a suposta discussão com a assistente, o uso de ironia nas palmas e a resistência do técnico em deixar o gramado. Segundo o Palmeiras, o documento que guia as punições desportivas ignorou os acontecimentos reais para criar uma narrativa de indisciplina inexistente naquela ocasião.

Abel Ferreira: versão sobre expulsão do técnico em partida contra o Fluminense é contestada por Palmeiras / Palmeiras

O relato do árbitro central afirma que Abel se dirigiu à assistente Fernanda Gomes Antunes e ao quarto árbitro Luis Tisne de forma “ríspida e grosseira”. No entanto, o Palmeiras alega que as imagens provam o contrário. O treinador discute, de fato, com o quarto árbitro sobre um arremesso lateral não marcado, mas não interagiu sequer com a auxiliar durante o episódio.

Vídeos mostram versão diferente

Além disso, o clube refuta a acusação de que Abel teria batido “palmas de forma irônica e debochada” para a equipe de arbitragem. Dessa forma, a análise detalhada das imagens mostra que o comandante alviverde aplaudiu o zagueiro Murilo, com o intuito de cumprimentá-lo pela vitória, antes de seguir para o vestiário. “As imagens deixam claro que Abel, em momento algum, ‘teve que ser contido por integrantes da sua equipe para deixar o campo de jogo’, como descreve a súmula”, afirmou o clube.

Sistema de comunicação

Outro ponto de crítica do Palmeiras foca na origem da expulsão. O clube demonstra que o árbitro principal, Felipe Fernandes de Lima, não presenciou a discussão. Portanto, a punição ocorreu exclusivamente pelo relato de Luiz Tisne via sistema de comunicação eletrônica.

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Na visão do Palmeiras, a súmula apresentou imprecisões e exageros que podem ocultar a verdade dos fatos. Apesar da contestação, Abel Ferreira permanece suspenso para o confronto com o Vasco, agendado para o dia 15 de março. Em coletiva, o próprio treinador admitiu a reclamação com o quarto árbitro, mas questionou o critério utilizado no futebol brasileiro.

Confira a nota do Palmeiras

O relato sobre os motivos da expulsão do técnico Abel Ferreira contido na súmula do jogo entre Palmeiras e Fluminense, pelo Brasileirão, não condiz com a realidade dos fatos. Imagens da Análise de Desempenho do clube mostram que, após a partida, o treinador discutiu, sim, com o quarto árbitro Luiz Tisne, mas não se dirigiu à auxiliar Fernanda Gomes Antunes.

Tampouco o comandante alviverde bateu “palmas de forma irônica e debochada” em direção aos integrantes da equipe de arbitragem – na verdade, ele aplaudiu o zagueiro Murilo antes de cumprimentá-lo pela vitória. Como se não bastasse, as imagens deixam claro que Abel, em momento algum, “teve que ser contido por integrantes da sua equipe para deixar o campo de jogo”, como descreve a súmula.

Demonstram, também, que o árbitro principal do confronto, Felipe Fernandes de Lima, não viu a discussão entre o técnico e o quarto árbitro – a decisão de punir o treinador foi tomada com base, exclusivamente, no relato feito por Luiz Tisne por meio do sistema de comunicação eletrônica.A súmula do jogo é um documento importante e precisa se guiar somente pelos fatos ocorridos, sem imprecisões ou exageros que possam ocultar a verdade.

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