O Palmeiras adotou uma postura rígida no mercado de transferências e recusou diversas propostas pelo meia-atacante Allan. A mais recente foi do Aston Villa, da Inglaterra, que tentou contratar o jogador de 22 anos por 30 milhões de euros (R$ 175,6 milhões). Na entrevista coletiva da última quarta-feira, Abel Ferreira garantiu que as negociações deverão ser de atletas que não vem sendo muito utilizados. “Se tiver que acontecer, serão de jogadores periféricos”, definiu o treinador.
Atual vice-campeão italiano, o Napoli também fez uma proposta no início da temporada pelo atleta. Na ocasião, o clube europeu ofereceu 40 milhões de euros (R$ 250 milhões) para ser dono da maioria dos diretos econômicos da revelação alviverde. Mas o time da presidente Leila Pereira entende que o potencial do meio-campista é ainda maior. O projeto da diretoria palmeirense é segurar Allan para atingir patamares de transferências similares aos de Endrick e Estevão.

O contrato de Allan com o Palmeiras tem validade até dezembro de 2029. Diante do forte assédio europeu, o alviverde já iniciou conversas para ampliar o vínculo até o fim de 2030, prevendo um aumento salarial e a valorização da joia. O clube paulista detém 70% dos direitos econômicos do meia-atacante e fixou uma multa fixada em 100 milhões de euros (R$ 630 milhões) para equipes do exterior.
Canhoto e dinâmico
Meia-atacante canhoto de muita velocidade, Allan tem habilidade para armar as jogadas ofensivas ou fazer cruzamentos com o pé esquerdo. Também costuma arriscar chutes na entrada da área quanto atua aberto pela direita. Uma das suas características principais é flutuar pelas linhas de marcação adversárias, muitas vezes alternando de posição ao longo da partida.

Allan estreou pelo time sub-20 em 2021, mas se tornou titular absoluto da equipe na temporada de 2024. Multicampeão nas divisões de base, o jogador ganhou suas primeiras oportunidades no time principal no início do ano passado. Sua consolidação ocorreu na Copa Libertadores de 2025, quando entrou na semifinal contra a LDU, do Equador. Escalado como ala pela direita, deu assistência e sofreu um pênalti na virada histórica.
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Seu primeiro título no Palmeiras foi o Paulistão de 2026. Na semifinal contra o São Paulo, o meio-campista atuou aberto pelo corredor direito, sendo a principal válvula de escape para destravar a defesa adversária. Ao longo das finais contra o Novorizontino, o jogador foi fundamental na pressão contra o oponente. Titular absoluto do time de Abel Ferreira, o treinador elogiou diversas vezes o desempenho do meia. “Quando ele entra, dá uma outra dinâmica para a equipe. É uma máquina! Ele tem outro tipo de característica que talvez Veiga ou Maurício não oferecem”.





