Havia um zum-zum-zum sobre o Palmeiras poupar alguns titulares para o duelo com o Fluminense em Barueri. Só que ninguém ganhou essa folguinha na 4ª rodada do Brasileirão. Pelo contrário, a ideia de Abel Ferreira era oferecer minutagem para fortalecer o entrosamento. Mandou a campo a equipe que vem tendo sequência como titular, mesmo com uma semifinal de Campeonato Paulista no domingo. Às 20h30, na mesma Arena Barueri, o Palmeiras encara o São Paulo. Quem perder dá adeus à final.
Na noite desta quarta-feira, o time de Abel recebeu outro tricolor, o carioca. O Flu é um time modificado pelo técnico Luis Zubeldía. Tem qualidade. O argentino segurou alguns titulares já pensando no duelo do Estadual, também domingo, às 18h, com o Vasco, no Maracanã. Mesmo com risco calculado, o time colocou em risco a invencibilidade. E promoveu algumas “curiosidades”, como Paulo Henrique Ganso como um falso 9.

Só que deu Palmeiras por 2 a 1, mas não sem um belo sufoco para a torcida verde. Mesmo com o início avassalador do time de Abel, em que abriu dois gols em 15 minutos, o Fluminense não se entregou, ganhou campo, botou fogo no jogo, empilhou chances e parou muitas vezes em Carlos Miguel. E teve uma pitada extra de “inacreditável”: o alviverde deu o pontapé inicial no primeiro e no segundo tempo… Lambança da arbitragem. Régua passada e liderança mantida, três pontos na conta e confiança crescendo. Esse foi o sentimento do torcedor.
Um tempo, duas realidades
O Palmeiras começou com o modo turbo ligado. Com a marcação lá em cima e pressionando desde a saída de bola do Fluminense, o Alviverde forçava erros do adversário. Foi assim que começou a jogada do pênalti aos seis minutos, com Vitor Roque derrubado por Fábio. O camisa 9 cobrou com segurança. Quatro minutos depois, os donos da casa marcaram o segundo em bela jogada de Allan, que driblou Freytes, passou por Ignácio e chutou cruzado. A bola bateu no próprio Ignácio para enganar o goleiro: 2 a 0.
Lucho jogou muito
Parecia que o Palmeiras construiria uma goleada, empolgado pela boa vantagem no início e diante de um rival com time misto. Pois não foi bem assim que o primeiro tempo seguiu. Os minutos iam passando e o gás do Palmeiras, acabando. O time foi perdendo a imposição, cedendo campo e viu o Flu melhorar. Aliás, dominar. Com toque de bola vertical e comandado pelo baixinho Lucho Acosta, os visitantes passaram a dar trabalho para a defesa e para Carlos Miguel.
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De modo que o jogo seguiu intenso, com os dois times dispostos a buscar o gol. Nada de casinha fechada ou coisa do tipo. O Fluminense deixou Acosta no vestiário, lesionado. Perdeu qualidade, mas não o ânimo, e Carlos Miguel aparecia seguidas vezes para salvar o Palmeiras. Até que, aos 12 minutos, a placa de alteração levantava e anunciava a entrada de Jhon Arias. Seria o debute contra o ex-clube. O colombiano foi vigiado de perto e bastante “homenageado” pela torcida carioca presente em Barueri.

O camisa 11 mostrou a qualidade habitual. Dono das bolas paradas e armando a equipe principalmente por dentro, criou boas oportunidades. Em uma delas, fez um lançamento milimétrico para Vitor Roque vencer a marcação e balançar o travessão de Fábio. A trave daria as caras novamente depois, em paulada de Ramón Sosa – que fazia um “bico” de centroavante com a saída do Tigrinho. Soteldo e Savarino eram os que mais aprontavam pelos visitantes, que tentaram até o final.
Só o Palmeiras deu pontapé inicial
O duelo teve um detalhe que passou batido, mas que ganhou repercussão (negativa) depois do apito final: o Palmeiras deu a saída de bola no primeiro e também no segundo tempo. Aparentemente, ninguém percebeu a situação para lá de inusitada, inclusive o Fluminense, que deveria ter ficado com a bola no início da etapa final.
No livro de regras da IFAB (International Football Association Board), disponível no site da CBF, não há qualquer menção a essa “saída dupla” como infração, uma vez que é uma falha de protocolo, de responsabilidade da arbitragem. Bastante conhecido por todos, esse protocolo aponta que “a equipe que escolheu a meta que prefere atacar no primeiro tempo executará o tiro de saída no início do segundo tempo”.





