Por Leonardo de Sá
A vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba não trouxe apenas três pontos na bagagem do São Paulo: trouxe a confirmação de que o trabalho de Hernán Crespo atingiu um nível de maturidade raro. Em entrevista coletiva após o duelo desta quarta-feira, o comandante argentino não escondeu o orgulho ao ver uma escalação alternativa manter a identidade do time titular, alcançando a marca de oito jogos de invencibilidade.
Para Crespo, o triunfo no Paraná foi o cartão de visitas de um grupo que entendeu o “espírito” necessário para a temporada. O treinador fez questão de destacar atletas que vinham com pouca minutagem, mas que deram conta do recado, provando que o elenco tem fôlego para brigar em várias frentes.

O tom da entrevista foi de valorização. Crespo entende que, para suportar o calendário que inclui Sul-Americana e o Brasileirão, ele precisa de mais do que onze titulares. Ele enalteceu a postura da equipe, que, mesmo desfigurada, não abdicou de atacar o Coritiba em seus domínios.
O que disse Crespo
“Eu acho que o time jogou muito bem com a bola e sem ela. Entendeu o que o jogo pedia e precisava. Criamos ocasiões. Quero parabenizar o Ferreira, o Wendell, o Tolói… São jogadores que estão jogando menos. Cauly também, que chegou agora… Ele demonstraram que podem jogar. Não é fácil chegar aqui e jogar como o São Paulo jogou, sem medo e com coragem”, analisou.
O resultado isolou o São Paulo momentaneamente na liderança com dez pontos, mantendo a invencibilidade na Série A. A confiança, segundo o técnico, é o combustível para um grupo que se mostra “fechado e com humildade”.
Assédio argentino do River
O interesse do River Plate em repatriar Crespo para o lugar de Marcelo Gallardo foi respondido pelo treinador. Revelado no clube de Nuñez, onde foi campeão da Libertadores em 1996, o treinador tratou o assunto com a elegância de quem conhece o peso da camisa que defende atualmente. Embora o jornal Olé coloque o treinador como alvo prioritário, o São Paulo se sente seguro pela multa rescisória e pela postura do argentino.

Crespo foi direto ao garantir que o foco não saiu do Morumbi. “Temos de ficar tranquilos. Todo mundo sabe da minha história no River Plate. Estamos falando de um grande clube do futebol mundial, como é o São Paulo também. Acho que esse interesse é um elogio pelo nosso trabalho. Mas fico muito tranquilo, focado no São Paulo. Sei onde estou, sei o que o clube merece. Merece gente focada”, afirmou.
Mistério para o Choque-Rei
Se a torcida já vive a ansiedade do próximo domingo, Crespo prefere manter os pés no chão. Ao ser questionado sobre a estratégia para a semifinal do Paulistão contra o Palmeiras, o treinador usou a vitória em Curitiba como escudo para não dar pistas ao rival. Mesmo tendo poupado os titulares para o clássico, ele evitou comentar sobre os atletas e sua estratégia. “Do jogo de domingo, não vou falar, porque acho que a vitória de hoje foi muito importante. Os jogadores fizeram muito bem. Independentemente da linha de três ou de quatro zagueiros, a identidade é o jeito que o grupo enfrenta o jogo.”
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Dessa forma, o São Paulo vira a chave e retorna para a capital paulista com a liderança do Brasileirão no bolso e a alma lavada. A invencibilidade de oito jogos é a “musculatura” que o time precisava para enfrentar o maior desafio da temporada até aqui.





