Hoje tem Palmeiras e São Paulo pelo Paulistão. Vai dar o que falar. Só empate é capaz de não abalar as estruturas dos clubes. O que pode nos fazer acreditar que os rivais entrarão em campo no gramado sintético da Arena Barueri com o freio acionado, fechadinhos, mais preocupados em se defender do que em ganhar, numa inversão da lógica do futebol, afinal, não se trabalha na vida para empatar. O jogo é um dos que abrem a quinta rodada das oito da fase de classificação do Estadual.

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A derrota de qualquer um dos lados vai ecoar no clube e na cidade neste fim de semana em que a querida São Paulo completa 472 anos. O perdedor vai comer o pão que o diabo amassou, com consequência diferentes, mas trágicas da mesma forma. Pior se o perdedor for o São Paulo. Claro. Porque o time de Crespo está na antessala dos cotados para cair para a A2, de modo que o Tricolor precisa mais dos pontos do que o Palmeiras.

Crespo tem a confiança dos jogadores do São Paulo e acredita em Calleri, mas precisa fazer o time jogar mais / SPFC

Crespo não está seguro no cargo, embora os jogadores o queiram no comando. Nesses tempos de pé na porta e da falta de sensibilidade entre as pessoas, é muito bom ver um grupo fechado com o seu líder. Crespo tem essa condição no Morumbi. Mas como a diretoria é nova depois da renúncia de Julio Casares e da patota do futebol no CT da Barra Funda, o novo dirigente Harry Massis pode querer trocar de treinador. Não me parece o caso.

Sem Lucas

O São Paulo, que não terá Lucas por causa do gramado sintético de Barueri, de sua idade e dos seus joelhos, conta com Calleri. Ele marcou dois gols contra a Portuguesa apesar da derrota por 3 a 2 e está com apetite de adolescente depois de meses fora de combate por lesão. O torcedor tricolor sabe que a rodada pode jogar o time para o Z2 e isso seria a pá de cal de todas as tragédias que ele acompanhou do seu clube nesta semana.

Por isso, o São Paulo vai precisar jogar no seu limite. Sem erros desta vez. Não há nada mais importante do que ganhar do Palmeiras. Se conseguir, a luz no fim do túnel volta a brilhar. Crespo pensa no futuro depois, como na estreia do time no Brasileirão no meio de semana. Dane-se. Tem de ganhar o clássico.

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Abel também está na marca do pênalti, não para pegar as suas coisas e ir embora para Portugal, mas para ganhar um novo empurrão em direção ao abismo. Parte da torcida do Palmeiras está com o treinador “por aqui”. O tamanho disso só será possível de saber quando o time voltar a jogar no Allianz Parque. Por ora, não pode. O gramado está sendo trocado para o futebol, o que não impede que o estádio seja usado para outras atividades. O jogo em Barueri é por causa disso.

Com todos os titulares

Depois da derrota para o Novorizontino no meio da semana, a entrada principal do clube foi mais uma vez pichada. Os arruaceiros vão ser presos. Já há membros da torcida organizada Mancha Verde detidos por causa daquela briga e morte contra cruzeirenses. Isso tem de acabar no futebol. A polícia tem de ser mais efetiva. Abel, Leila e os jogadores foram hostilizados. Daí a necessidade de dar o troco em campo após a surra em Novo Horizonte. O Palmeiras joga pelo seu treinador, pela sua presidente, pelos atletas e pela torcida. Não joga para se classificar nem para evitar o rebaixamento.

Abel foi cobrado depois da derrota do Palmeiras para o Novorizontino e precisa dar uma resposta no clássico / Palmeiras

Mesmo se perder, o time de Abel continua na briga porque está na terceira posição do Paulistão. O problema é que uma nova derrota deixará as coisas mais pesadas na Academia. O treinador ensaia colocar o time principal. Só ficará fora do jogo os machucados. E isso demonstra a seriedade do clássico e a necessidade interna de o Palmeiras responder na bola. Flaco e Vitor Roque serão a dupla de atacantes. Allan também deve ir para o jogo.

Crespo e Abel vão se encontrar na beira do gramado e se cumprimentar como dois profissionais respeitosos que são no futebol. Vão se olhar, abraçar, mas certamente não desejarão sorte um ao outro. O cenário de Palmeiras e São Paulo nesse Choque-Rei não permite isso. E a bem da verdade, um empate só esticaria o sofrimento por mais alguns dias.

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