O placar pode ter frustrado, mas a atuação encheu o palmeirense de orgulho. O empate por 0 a 0 com o Porto, nesta estreia do Mundial de Clubes da Fifa, teve um daqueles desfechos difíceis de serem aceitos com naturalidade. Em New Jersey, o Palmeiras se comportou como um time de camisa pesada.

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Jogou melhor, criou mais, controlou o ritmo da partida e só não saiu vitorioso porque o futebol, às vezes, desafia a lógica — e reserva as glórias para os milagres de um goleiro reserva. Com personalidade, intensidade e proposta ofensiva, o Verdão levou o confronto a um nível de excelência raramente visto entre clubes sul-americanos diante de adversários europeus. O Porto, longe de ser um coadjuvante, teve de se curvar à imposição palmeirense em boa parte dos 90 minutos.

Palmeiras empata com o Porto em sua estreia no Mundial de Clubes da Fifa: 0 a 0 em New Jersey / Palmeiras

O momento que melhor resume o sentimento de frustração está no fim do primeiro tempo, numa sequência impressionante: chutes de Estevão, Maurício e Richard Ríos dentro da área, duas defesas de cinema do goleiro Cláudio Ramos e um corte salvador em cima da linha. Era a bola do jogo.

Faltou eficiência ao Palmeiras

Esse tipo de lance acende um alerta conhecido por Abel Ferreira: a falta de eficiência nas finalizações. O técnico, que costuma cobrar esse aspecto mesmo nas vitórias, mais uma vez viu sua equipe fazer tudo certo — menos o gol.

Mas é difícil fazer críticas diante de um desempenho tão consistente. O Palmeiras foi competitivo, intenso, organizado e emocionalmente maduro. Encarou o Porto com coragem e qualidade, venceu duelos físicos, empurrou o adversário para trás e terminou o jogo encurralando os portugueses, que se defenderam com cinco jogadores na linha final.

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A torcida presente no suntuoso MetLife Stadium fez sua parte, transformando o estádio em uma filial do Allianz Parque. E o time respondeu com uma atuação que fortalece ainda mais o vínculo entre arquibancada e campo. Ao fim da partida, Abel, sereno, preferiu responsabilizar a magia do futebol pelo resultado frustrante.

O futebol é mágico e proporciona coisas como a que vimos hoje. O Porto perdeu seu goleiro titular dias antes da partida. Ele é o capitão, o melhor do time. Aí entra o reserva e fecha o gol. Cláudio Ramos foi o melhor homem em campo.
ABEL FERREIRA

Com o empate entre Inter Miami e Al-Ahly na estreia do grupo, a chave está completamente aberta. Palmeiras e Porto continuam favoritos à classificação, mas o saldo de gols e o desempenho nos próximos jogos devem definir quem termina na liderança — e quem pode evitar um confronto precoce com o poderoso e embalado PSG já nas oitavas.

Time está pronto

O Palmeiras saiu de campo com um ponto, mas também com um recado claro para o mundo: está pronto para brigar de igual para igual com qualquer adversário. O desempenho não só inspira confiança — ele justifica o sonho. Se mantiver esse nível e calibrar a pontaria, o Verdão pode ir muito longe.

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