O Palmeiras vai precisar de muito mais para avançar no Mundial de Clubes da Fifa. Até a estreia contra o Porto, no empate por 0 a 0, neste domingo, em New Jersey, tudo parecia perfeito desde que o time desembarcou nos Estados Unidos. A torcida fez a sua parte como nunca se viu antes em Mundiais, nem mesmo em 1999, quando o time ganhou a sua primeira Libertadores e depois perdeu para o Manchester United no Japão. Abel estava tranquilo e confiante e os jogadores comentavam que o clube “levou” a Academia para a Carolina do Norte.

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Mas quando a bola rolou no MetLife Stadium, o que se viu foi um Palmeiras pesado, sem inspiração e carregando nas costas todos os fracassos dos Mundiais anteriores. Não era para ser assim. E essa condição demorou muito para ser controlada em campo.

Paulinho ficou no banco e comprovou que não está totalmente recuperado da sua contusão na tíbia / Palmeiras

O Palmeiras estava nervoso, com muito receio diante do rival da Europa e tomando as decisões erradas de campo, como passar quando era para chutar. Foi um jogo equilibrado, com alguns momentos mais agudos do time de Abel Ferreira. Para mim, melhor do que o Porto. Mas o rival português também ameaçou o gol de Weverton, com mais chutes a gols e obrigando o goleiro a fazer boas defesas, principalmente no primeiro tempo.

Estêvão não funcionou

Estêvão não funcionou como se esperava dele, tanto foi assim que deixou o jogo nos minutos iniciais do segundo tempo, depois de uma trapalhada da arbitragem com a placa de substituição, o que gerou reclamação de Abel porque os seus jogadores não podiam entrar. Ele levou o primeiro cartão amarelo. Giay foi presa fácil para o garoto Rodrigo Mora. Aliás, entre as duas jóias em campo, Estêvão e Mora, o atacante do Porto foi mais ativo. Mas no fim, quem foi eleito o melhor do jogo foi o atacante brasileiro.

Palmeiras x Porto: empate na estreia do Mundial de Clubes da Fifa. Estêvão e eleito o melhor do jogo / Fifa

A sina dos Mundiais passados pesava demais nas costas do Palmeiras. Faltou a leveza que Abel demonstrou em sua entrevista antes da partida. Faltou alegria. Ele já sabia. Por isso pediu insistentemente para que seus jogadores desfrutassem da competição. Abel sempre quis tirar o peso da história dos Mundiais passados de atletas atuais.

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Dos europeus do Mundial, o Porto não está na prateleira de cima. Ou seja: um dos melhores times da América do Sul não se encontrou diante de um não tão bom assim do Velho Continente. Daí a gente volta para a primeira frase desse texto. Se o Palmeiras conseguir a classificação, terá de jogar muito mais e sem o peso das derrotas passadas para superar, primeiramente, a si mesmo e depois aos gigantes da Europa.

É preciso pontuar que o fim do segundo tempo foi “todo” do Palmeiras, até com bola na trave de Murilo. Mas a igualdade sem gols persistiu. Portanto, nenhum dos times do Grupo do Mundial ganhou na primeira partida. O Inter Miami empatou com o Al-Ahly no sábado e Palmeiras e Porto também ficaram no 0 a 0.

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