A final da Liga dos Campeões da Uefa de 2025/26 que será disputada entre o Paris Saint-Germain, o atual campeão, e o Arsenal, de Londres, na húngara Budapeste, promete ser decidida por pequenos detalhes. Na partida que será jogada na moderna Puskás Arena, neste sábado, às 13h (horário de Brasília), os franceses, atuais campeões, podem ser considerados como os favoritos. Mas isso é antes de a bola rolar.
Assim como aconteceu quase há um ano, quando os mesmos times se cruzaram na semifinal, em duas partidas equilibradas, espera-se, outra vez, um confronto bastante acirrado. Desgastado pela longa sequência de partidas que fez até a final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, realizada nos Estados Unidos, quando perdeu para o inglês Chelsea, o clube francês teve direito a apenas três semanas de férias.

Com isso a pré-temporada do PSG durou dez dias e o time demorou a engrenar nos campeonatos que disputou, castigado por lesões. Mas o time titular não deverá ter desfalques para a final, incluindo suas estrelas, como Achraf Hakimi, Kvicha Kvaratskhelia, Vitinha e Ousmane Dembélé. Com um toque genial, todos eles podem mudar um jogo, como se viu nos dois duelos da semifinal com o forte Bayern de Munique.
Fortaleza defensiva
Entretanto, o Arsenal também tem armas para desafiar o atual campeão europeu. Uma das forças do clube londrino é a dupla de zagueiros, composta pelo brasileiro Gabriel Magalhães e o francês William Saliba. Eles são fortes para defender e habilidosos para ajudar em jogadas ensaiadas, a partir das bolas paradas. Nada menos do que 28 gols dos 41 marcados pela equipe inglesa foram resultantes de cobranças de escanteio ou faltas.
Isso é fruto dos treinos feitos sob a supervisão do assistente-técnico Nicolas Jover. Além desta estratégia, o time também pode contar com outras forças. Como o talento dos meias Declan Rice, Martin Odegaard e Eberechi Eze e jogadores perigosos, como o artilheiro sueco Viktor Gyokeres. Não é pouca coisa.
E muito dinheiro
Para reforçar a equipe comandada pelo espanhol Mikel Arteta, que voltou a conquistar o título da Premier League e a disputar uma final da Liga dos Campeões, depois de duas décadas, o Arsenal foi arrojado para se reforçar. Na pré-temporada de 2025, o clube investiu quase 2 bilhões de reais (294,6 milhões de euros, na cotação atual).
Esse aporte financeiro só foi possível graças ao suporte financeiro do seu proprietário, o bilionário norte-americano Stan Kroenke. Dono de um patrimônio estimado em US$ 22 bilhões (cerca de R$ 112 bilhões, na cotação atual) e casado com Ann Walton, herdeira da gigante do varejo Walmart. Ele possui um conglomerado, o Kroenke Group, que controla o Arsenal e também equipes tradicionais em outras modalidades, como o Denver Nuggets (basquete), o Los Angeles Rams (futebol americano), o Colorado Avalanche (hóquei), entre outros.
Dessa maneira, com os recursos do seu proprietário e os significativos contratos de direitos de transmissão televisiva oferecidos aos clubes da Premier League, o Arsenal tornou-se páreo para o PSG, bancado pelos bilhões da QSI, o fundo de investimento ligado à família real do Catar.
Liga dos Campeões física
Com tanto equilíbrio, dentro e fora dos gramados, uma vantagem que a equipe francesa poderá levar é poder chegar à final de Budapeste com menos cansaço físico do que o rival. Embora tenha jogado duas partidas a mais na Liga dos Campeões em comparação ao Arsenal _que obteve a vantagem de se classificar direto para as oitavas-de-final por ter feito a melhor campanha _ , nas últimas semanas o PSG pôde rotacionar mais o seu elenco nas últimas semanas.
Na comparação entre os atletas que participaram dos partidas que definiram os finalistas desta edição da Liga dos Campeões, observa-se que cada um dos onze titulares escolhidos por Mikel Arteta acumulou 611 minutos a mais em campo, ao longo da temporada.

Ou seja, atuaram cerca de sete jogos a mais. Em alguns setores, esta discrepância é ainda mais acentuada. Só para comparar: na defesa da equipe londrina, Gabriel Magalhães e William Saliba somaram 2.751 e 2.615 minutos em campo na Premier League, a dupla de zagueiros do PSG pôde se poupar.
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Nesta temporada, o equatoriano jogou 1.915 minutos. Seu companheiro Marquinhos? Atuou só em 1.049 minutos. Considerado os minutos de jogos em que participaram, os atacantes Victor Gyokeres e Bukayo Saka estiveram em campo duas vezes mais do que Ousmane Dembélé. Essa gestão de minutos pode ser crucial em uma final que promete ser disputada em ritmo intenso, sob o sol, com uma sensação térmica de quase 30 ºC.




