Único clube argentino entre os semifinalistas da Copa Libertadores deste ano, o Racing tem argumentos para crer que pode superar o todo-poderoso Flamengo e chegar à final. O primeiro motivo é o treinador Gustavo Adolfo Costas. Desde que retornou ao Racing, em novembro de 2024, Costas disputou sete duelos em fases de eliminação direta – e não saiu derrotado em nenhum deles. Desses mata-matas, quatro foram contra equipes brasileiras – Athletico Paranaense, Botafogo, Corinthians e Cruzeiro. E os argentinos levaram a melhor em todos.
Além de ter jogadores talentosos e boa organização coletiva, um segredo do time é o caldeirão que proporciona seu estádio, o El Cilindro, com capacidade para 55 mil torcedores sempre barulhentos. No ano passado, um embalado Corinthians deu a impressão de que poderia quebrar esta escrita, quando Yuri Alberto marcou o primeiro gol no jogo contra o Racing, em sua casa.

Porém, empurrados pelas arquibancadas, os argentinos reagiram, pressionaram, fizeram dois gols e seguiram em frente, conquistando o campeonato.
Um time como o nosso precisa ganhar títulos e não apenas nos contentar em ser mero participante.
Gustavo Costas, técnico do Racing
Ídolo do Racing como jogador, o treinador magro e muito querido no clube estava em campo naquele junho de 1988, quando a equipe argentina ganhou a Supercopa Sul-Americana diante do Cruzeiro e deu a volta olímpica no Mineirão. Trinta e seis anos depois, agora como treinador, ele levou o clube argentino ao título da Copa Sul-Americano, novamente enfrentando o Cruzeiro, na final em Assunção, no Paraguai, do ano passado. Portanto, o Racing pode chegar em duas finais seguidas de competições da Conmebol.
Há desfalques no time
Embora o Racing costume atuar no esquema 4-3-3, o time no Maracanã deve adotar uma abordagem tática mais cautelosa, com uma linha defensiva composta por três zagueiros – Di Cesare, Colombo e Rojo – e dois alas – Martirena e Gabriel Rojas, com a proteção adicional do meia Zuculini. O plano do jogo para essa quarta é explorar os contra-ataques a partir dos meias Roger Martínez e Baltasar Rodríguez. No ataque, o destaque é o camisa 9, Adrián Emmanuel Martínez, que atua com os pontas Solari e Conechny.
Fé em Maravilha Martínez
Com 33 anos, Martínez é um centroavante forte e oportunista, que gosta de proteger a bola e usar a força física para superar seus marcadores. Assim, tornou-se o artilheiro do Racing em todos os tempos em competições internacionais, com 18 gols. Sete destes foram marcados na atual temporada. Conhecido pelo apelido “Maravilha”, ele entrará na partida de ida, no Maracanã, com uma preocupação: está pendurado com dois cartões amarelos. Se tomar mais um, perderá o jogo de volta, em Avellaneda, nos arredores de Buenos Aires.
Claro que estou preocupado com o acúmulo de cartões amarelos e tentarei ser um pouco mais cuidadoso do que o habitual
Maravilha Martínez
O Racing chega desfalcado para a partida do Maracanã. Titulares do time, o lateral-esquerdo Gabriel Rojas e o meia Santiago Sosa correm contra o tempo para ter condições de jogoo. Já estão descartados o zagueiro Franco Pardo e o atacante Elías Torres, que se recuperam de lesões graves.
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No entanto, apesar dos desfalques, o técnico Costas e a torcida do Racing estão confiantes de que podem manter o tabu contra os brasileiros. Milhares de torcedores viajaram ao Rio de Janeiro e esgotaram os quatro mil ingressos colocados à disposição dos argentinos. “Estou pensando em ir a Lima e trazer a Copa Libertadores de volta para Avellaneda”, disse Costas em sua última entrevista antes da partida decisiva com o Flamengo, como se os duelos contra o clube mais badalado do continente fossem mera formalidade.
Quem o Racing derrubou
O Racing eliminou o Vélez nas quartas e o Peñarol nas oitavas de final da Libertadores. E ficou em primeiro lugar do seu grupo na primeira fase, com quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota.





