Por Matheus Trunk
O atacante Emiliano Rigoni ficou apenas três meses no São Paulo. O atleta de 32 anos não cumpriu as metas estabelecidas pela diretoria e foi liberado para arrumar outra equipe. E ele conseguiu. Trata-se do Club Atlético Belgrano, que disputa a primeira divisão da Argentina. O novo contrato do jogador tem validade até dezembro de 2027.
Essa última jornada de Rigoni pelo Tricolor não foi proveitosa. Ele foi contratado numa oportunidade de mercado. Mas diretoria e comissão técnica avaliaram que o melhor a fazer era liberar o atleta. Na última temporada, o jogador atuou em doze partidas, marcou apenas um gol e colaborou em uma assistência. Em novembro, o camisa 77 fez um dos gols na vitória contra o Juventude por 2 a 0 pela 35ª rodada do Brasileirão.

A segunda vinda do atacante ao São Paulo foi uma aposta do técnico Hernán Crespo. Os dois já tinham trabalhado juntos no Morumbi em 2021. Aquele momento foi o melhor período de Rigoni no time paulista. Mas com a saída do treinador, o futebol do atacante argentino decaiu. Rigoni teve poucas oportunidades com Rogério Ceni.
De volta para casa
Ele é um meia-atacante que consegue finalizar com as duas pernas. Além disso, joga com velocidade e tem bons cruzamentos. Gosta de jogar pelas beiradas, usando as profundidades do campo. No seu auge, foi convocado para defender a seleção da Argentina. Emiliano Rigoni foi revelado pelo próprio Belgrano, onde começou a atuar nas divisões de base com apenas onze anos. Estreou profissionalmente em 2013 numa partida do Campeonato Argentino contra o Lañus.
Após o início promissor, Rigoni foi negociado com um dos clubes mais tradicionais do futebol argentino: o Independiente. Teve protagonismo no “rojo”, sendo campeão da Copa Sul-Americana de 2017, quando trabalhou com o técnico Ariel Holan. Uma proposta tentadora do futebol russo tirou o jogador do futebol sul-americano. Foi para o Zenit, onde jogou de 2018 a 2021. Faturou inúmeros títulos locais no time e formou uma dupla de ataque com o também argentino Sebastián Driussi. Eles conquistaram juntos três campeonatos russos, uma Copas da Rússia e uma Supercopa.
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Rigoni ganhou mais experiência ao ser emprestado para diversas equipes de diferentes países, como a Atalanta, da Itália, e Elche, da Espanha. Da Europa, ele assinou com o São Paulo em sua primeira passagem pelo Brasil. Em julho de 2022, o Austin FC, dos Estados Unidos, pagou US$ 4 milhões (R$ 21,4 milhões) para ser dono dos direitos econômicos do jovem. Mas ele não correspondeu ao investimento na MLS. Acabou indo para o León, do México, onde repetiu outra passagem apagada. Após três meses no São Paulo, Rigoni retorna para seu clube formador. É possível que neste ambiente ele volte a ter protagonismo e reencontre o seu bom futebol.





