A porrada não foi somente no Cruzeiro. Ela também bateu nos próprios tricolores e parte da mídia que viraram a cara para o trabalho de Roger Machado antes mesmo de ele chegar ao São Paulo. É claro que isso é uma provocação barata aos tricolores que torceram o nariz pelo treinador. O que Roger Machado mostrou para todo mundo é que há caminhos diferentes para um time ganhar um jogo. Só isso.

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O treinador não se aproveitou da goleada de 4 a 1 sobre o Cruzeiro para repudiar aqueles que nunca acreditaram no seu trabalho no Morumbis. O máximo que ele conseguiu falar foi que era “um profissional”. Não subiu no palanque nem cobrou nada. Foi o Roger Machado de sempre.

Roger Machado coloca pontas no São Paulo e ganha por goleada do Cruzeiro no Morumbis / SPFC

Ele está certo em sua postura humilde. Roger não passou a ser o melhor treinador do futebol brasileiro nem era o pior antes da vitória deste sábado também. Ele é um técnico com virtudes e defeitos, com boas e más ideias, com acertos e erros como todos os outros do Brasileirão. Artur Jorge, do Cruzeiro, é um dos melhores de sua geração, mas tomou um nó de Roger, com os seus dois pontas, Ferreirinha e Artur, e uma transição mais rápida.

Tudo encaixou no Morumbis

O treinador do São Paulo teve os contra-ataques dentro de sua casa, o que também não é comum diante de sua torcida. Mas foi dessa maneira em boa parte do jogo. Roger tinha uma estratégia e ela deu certo. O que não quer dizer que dará certo no próximo jogo. No futebol moderno, é impossível jogar de apenas uma maneira. O São Paulo achou uma. Pode melhorar e tentar outras.

Roger Machado não acreditava na formação e no jeito de jogar deixado por Crespo no São Paulo. E tudo bem. Ele tem suas ideias e tenta colocá-las em prática no dia a dia. A culpa pela demissão de Crespo também não foi dele, mas ela pesa em suas costas. O que não pode acontecer com o trabalho do novo treinador é ele se tornar refém de um jeito autoral de montar o time em detrimento dos atletas do elenco.

Ele defende dois pontas

O bom treinador não é aquele que monta um time ou aposta em um jeito de jogar da sua cabeça, mas com os jogadores que tem no grupo. Esse é o problema de Roger Machado de outros trabalhos: se achar acima do bem e do mal e não abrir mão de algumas convicções mesmo sem peças para defendê-las.

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Roger tem dois pontas rápidos que podem ajudá-lo no São Paulo. Ele começou por aí. Mexeu no meio de campo, tirou um dos três zagueiros e mudou nas laterais. Ele foi vaiado por tudo isso antes mesmo de a bola rolar no Morumbis. Isso tem um nome: perseguição. A vitória do São Paulo foi gigantesca, assim como a do treinador nesta noite. Roger ganhou crédito. Qualquer coisa diferentemente disso, é “burrice”.

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