Por Matheus Trunk
O São Paulo sofreu com contusões nesta temporada. Cerca de 70% do elenco tricolor teve alguma passagem pelo departamento médico ao longo do ano. Foram mais de 70 casos de atletas lesionados. Para tentar solucionar esse problema, que afetou o rendimento do time, a diretoria do clube anunciou a chegada de um verdadeiro “pacotão” de profissionais para o departamento médico e Reffis, centro de recuperação da agremiação. São doze novos profissionais da saúde para todas as áreas. Esse time tem a missão de deixar o elenco “saudável”, como disse o técnico Crespo.
No setor médico, os ortopedistas Hilton Vargas Lufti e Bruno Schiefer são os novos nomes no Tricolor. Ambos possuem especializações em medicina esportiva. Na área de fisiologia, a novidade é o profissional Rafael Grazioli, que já atuou na mesma função no Guarani, de Campinas. Ele também integrou as categorias sub-15 e sub-17 da seleção brasileira.

Na recuperação, os fisioterapeutas Leandro Carvalho, Gilvan Arruda e João Ribeiro assumem o trabalho. É uma das áreas mais importantes do futebol por causa do calendário cheio. Arruda já possui experiência no futebol profissional, uma vez que é responsável pelo time feminino do Morumbi. Para a área de performance, o cientista do esporte Danilo Prado foi contratado. Há mais dois preparadores físicos para atuar no CT da Barra Funda: Ricardo Ferreira e Pedro Saller, que possui experiências nas divisões de base do São Paulo. Saller foi o responsável pelo time na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2025.
Mudanças eram esperadas
Ainda entre os novos reforços do DM tricolor, há a chegada da podóloga Gabriela Barbosa, do coordenador do setor de massagem Thyago Souza e do massagista Francisco Gregório. Juntos, eles serão os responsáveis por suas respectivas áreas de atuação. A reformulação foi geral. Nas últimas semanas, a diretoria do São Paulo já tinha realizado uma verdadeira “limpa” no setor de saúde do clube, demitindo profissionais de diversas áreas, como fisiologistas, massagistas, preparadores físicos, seguranças e até roupeiros. As alterações eram esperadas, portanto.
Temporada frustrante
Os problemas com a saúde dos atletas foram graves. O ídolo Oscar teve problema cardíaco, o meia Lucas sofreu desconfortos no joelho, o lateral-esquerdo Enzo Dias sofreu da hérnia inguinal, o zagueiro Arboleda teve lesão muscular, entre outras. Todas essas baixas fizeram o time de Hernán Crespo ter um desempenho ruim na temporada, terminando o Brasileirão na modesta oitava posição. Foram 51 pontos em 38 jogos, sendo 14 vitórias, nove empates e 15 derrotas. O time classificou-se para a fase de grupos da Copa Sul-Americana.





