O São Paulo repensa a sua decisão de dispensar Arboleda do seu contrato que vai até dezembro de 2027. E age dessa maneira com consciência. Abrir mão do jogador é rasgar dinheiro, por mais irritada que esteja a diretoria de futebol com o abandono do zagueiro. O clube perde muito dinheiro se dispensar o equatoriano. Porque se isso acontecer, no dia seguinte seus empresários vão encontrar um novo time para o atleta de 34 anos. E o São Paulo ficará a ver navios. Perde o jogador e perde o seu contrato.
É certo que Arboleda não vestirá mais a camisa do time. Qualquer situação diferentemente disso é submissão. O clube não se sujeitará a isso. Mas nada impede que a diretoria de futebol vá ao mercado e tente vender o zagueiro. São três meses de espera até a próxima janela de transferência. Enquanto isso, o zagueiro pode ser mandado para Cotia, longe do ambiente profissional, ou mesmo emprestado para algum clube menor para se livrar do seu salário mensal, com preço fixado.

O que o São Paulo deve fazer é agir profissionalmente na parte esportiva e mais ainda nas tratativas de mercado. O contrato do jogador é avaliado em R$ 3,5 milhões. Em hipótese alguma o clube do Morumbi pode abrir mão desse valor. Passada a raiva com a atitude de Arboleda, com o seu sumiço e o abandono do jogo contra o Cruzeiro, Rafinha e Rui Costa, os homens do futebol do São Paulo, precisam agir de forma racional e não movidos pelos sentimentos. É uma separação.
Dívidas com agiotas
O clube também não tem nada a ver com as dívidas pessoais do jogador com agiotas ou com a sua falta de dinheiro na conta corrente. No entanto, o São Paulo tem a obrigação de pagar em dia os seus jogadores e colaboradores. Desse modo, tem mais autonomia para cobrar e exigir. Arboleda fez tudo de caso pensado. Certamente com a conivência das pessoas que cuidam de sua carreira. Ocorre que a sua vida pessoal não interessa ao clube, desde que ela não atrapalhe o seu rendimento esportivo. E do time. Arboleda não foi correto com o São Paulo, que tanto fez por ele, inclusive pagando outras dívidas.
O São Paulo não vai arrancar dinheiro de Arboleda. Essa dívida vai se arrastar por anos e será “esquecida” por novos diretores e presidentes. Em mais alguns anos, o zagueiro deve se aposentar e sumir do mapa, como fez agora. Portanto, a decisão mais coerente e racional é fazer com que Arboleda cumpra o seu contrato, continue trabalhando longe do time até uma venda definitiva. Ele deve ser multado e ter o salário descontado por indisciplina, como regem as normas internas do futebol do clube.
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Não há nada no contrato do zagueiro sobre a necessidade de escalá-lo ou relacioná-lo para as partidas oficiais do São Paulo. A diretoria deve anunciar a sua decisão de forma mais rápida e transparente, seguindo as leis e os documentos da relação trabalhista entre as partes. E esquecer Arboleda de vez.





