Carlo Ancelotti deu esperança ao torcedor brasileiro. E vai ser assim até a Copa do Mundo. Mas é preciso apontar o dedo para o que fizeram com o Brasil dentro da sede da CBF, com dirigentes péssimos, gananciosos e que só pensaram no poder pelo poder. Todos eles. Tomara que Samir Xaud não seja um desses. Por ora, ele demonstra não ser. A seleção não é favorita na Copa do Mundo de 2026.

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A CBF dos antecessores a Samir matou a seleção brasileira, jogou o time pentacampeão mundial na lata do lixo, principalmente nas escolhas dos treinadores, na ilusão de que um salvador da Pátria seria encontrado e mudasse tudo, na submissão a Neymar e seus caprichos, nas panelinhas e na conivência de seus colaboradores e patrocinadores – não teve um a levantar a voz contra os desmandos da entidade e a condição dada ao escrete nacional de Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Romário, Bebeto, Ronaldo e Rivaldo, entre tantos outros que fizeram a história dessa camisa.

Carlo Ancelotti tem menos de um ano para arrumar a casa e dar ao Brasil a condição de favorito no Mundial / CBF

O Brasil terminou as Eliminatórias da Copa com sua pior campanha de todas, em quinto lugar, com míseros 28 pontos. Pior até do que a disputa de 2001, quando se estremeceu toda e quase ficou fora da competição de 2002. Fosse na condição anterior do Mundial, com 32 seleções, o Brasil estaria na repescagem. Para se ter uma comparação do fracasso na disputa de 18 rodadas, a Argentina liderou o torneio, com 38 pontos. Teve 12 vitórias contra oito do Brasil. Aliás, uma das vitórias dos argentinos foi contra a seleção de Dorival Júnior, que derrubou o treinador.

Brasil tem menos de um ano agora

Mas o fim das Eliminatórias, com a derrota do Brasil por 1 a 0 para a Bolívia num pênalti que não existiu, recoloca o Brasil no mesmo nível de seus concorrentes no palco da batalha em 2026, independentemente do sofrimento da campanha. Carlo Ancelotti tem a missão de mudar isso e reconstruir o que a CBF e os outros treinadores derrubaram nos últimos anos. Xaud, da mesma forma, tem o mesmo desafio: recolocar a entidade de pé em seu orgulho, honesta em sua reputação e vencedora como o seu passado.

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