O Vasco vive dias que podem redefinir o seu futuro — dentro e fora de campo. Enquanto o time ensaia uma reação no Brasileirão sob o comando de Renato Gaúcho, a diretoria acelera nos bastidores uma negociação bilionária que pode mudar o rumo da SAF do clube. Há uma “costura fina” em andamento entre a cúpula vascaína e o empresário Marcos Lamacchia para a venda de até 90% da Sociedade Anônima do Futebol. Os números impressionam: o acordo pode ultrapassar a casa dos R$ 2 bilhões, colocando o Vasco novamente no mapa dos grandes investimentos do futebol brasileiro.
Mas não é tão simples quanto parece. O comprador em questão é filho de José Roberto Lamacchia, marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras até dezembro de 2027. The Football apurou que Lamacchia pai participa das decisões do Palmeiras ao lado da mulher quando solicitado. The Football também apurou que o trâmite do repasse da SAF do Vasco pode levar até dois anos. Ou seja, quando Leila já não estiver mais na presidência do Palmeiras. Isso derruba qualquer insinuação de ilegalidade da compra por questões esportivas. A CBF estuda o caso.

Mas não se trata apenas de vender o Vasco. O processo é mais complexo — e exige garantias. As partes discutem um cronograma detalhado de aportes que envolve praticamente todos os pilares de São Januário: contratações, folha salarial, infraestrutura, fluxo de caixa, além de programas olímpicos e o pesado passivo acumulado ao longo dos últimos anos. É o tipo de negociação que não permite equívocos, porque define não só o presente do clube, mas principalmente a próxima década do Vasco.
Torcida animada
Nos bastidores, o presidente Pedrinho, ex-meia do Palmeiras e do Vasco, adota cautela, mas trabalha com otimismo. A expectativa é de que Marcos Lamacchia não apenas cumpra as exigências mínimas, mas vá além — cenário que anima parte do Conselho e da torcida, ainda traumatizada por experiências recentes com gestão de SAF. O investidor se movimenta com discrição e estratégia.
Filho de Lamacchia e ligado à estrutura da Crefisa, ele acionou equipes jurídicas e financeiras para mergulhar nos números do clube. Sabe que não está comprando apenas um time de futebol — mas uma marca gigante, com potencial de reconstrução e cobrança proporcional. A Crefisa emprestou R$ 80 milhões ao Vasco sem data para pagar. Mas sabe-se que será em em prestações.
Em campo, tudo começa a andar
Enquanto o futuro é debatido em cifras e contratos, o presente dá sinais de vida. Dentro de campo, o Vasco começa a responder. São três vitórias e um empate nos últimos quatro jogos. O time saiu do fundo do poço e já ocupa a parte intermediária da tabela, com 11 pontos. A chegada de Renato Gaúcho trouxe leveza, confiança e, principalmente, resultado.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
Mas o cenário é de encruzilhada em São Januário. De um lado, a bola voltando a rolar e entrar no gol rival e a torcida reaprendendo a sorrir. Do outro, uma negociação que pode redefinir o tamanho do clube no futebol brasileiro e dar esperança para anos melhores. Se o acordo sair, de fato, o Vasco não estará apenas vendendo sua SAF, estará comprando uma nova chance de voltar a ser protagonista.





