A Crefisa, de Leila Pereira, já tem o primeiro aval para entrar no Vasco. Ele foi dado pelos especialistas judiciais do Rio de Janeiro que analisam o processo de recuperação do clube e o encaminhamento do empréstimo de R$ 80 milhões. O trâmite exige isso. E o sinal verde foi dado para que a Justiça aprove a parceria. A Crefisa está com o dinheiro na mão para socorrer o Vasco imediatamente. A maior parte do empréstimo deve cair na conta do clube carioca neste mês. O presidente Pedrinho precisa de R$ 70 milhões.
Pedrinho foi jogador do Palmeiras. Ele chegou ao clube em que Leila é presidente em 2001, um ano depois da era Parmalat (1992/2000). O Vasco devia para o time paulista pela negociação de Euller e deu Pedrinho como forma de pagamento. O presidente do Palmeiras era Mustafá Contursi. O do Vasco? Eurico Miranda.

Palmeiras e Vasco sempre tiveram bom relacionamento, da diretoria à torcida. Leila Pereira e seu marido José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, sempre alimentaram a possibilidade de se aproximar do time do Rio. A chance apareceu agora. O valor dado pela empresa é o mesmo que ela colocava no Palmeiras como patrocinador máster. Foi assim por dez anos.
Crefisa vai ficar com 10% da SAF
O próximo passo para a parceria Crefisa/Vasco ser concretizada é a aprovação da Justiça do Rio. Por ora, não há nenhum empecilho para que isso aconteça. Para pagar contas atrasadas, o Vasco precisa receber a bolada até o dia 26. De modo que o empréstimo deve começar a ser pago em 2028. O dinheiro é para pagar salários, fornecedores e obrigações trabalhistas e fiscais do Vasco. Portanto, vai ser um respiro para o caixa vazio do clube.
Como forma de garantia, Pedrinho vai repassar 10% das ações da SAF do Vasco para a Crefisa. O clube se compromete a pagar a nova dívida. Há a possibilidade ainda de a empresa de Leila viabilizar projetos esportivos no clube de São Januário, fortalecendo a parceria. Mas isso é um outro passo em São Januário.





