Vitor Roque tira a ‘uruca’ do corpo depois de um gol do Palmeiras que não foi seu: foi contra

'Eu vivo de gols, por mais que tenho ajudado o time. Com certeza há pressão, mas tenho de ter humildade e sair desta fase. O importante é a vitória', disse o atacante: 3 a 2 diante do Atlético-MG

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Vitor Roque e Lyanco / Palmeiras

Não foi gol de Vitor Roque. Mas isso pouco importa. Ele festejou, foi festejado pelos companheiros e ajoelhou no gramado tirando a uruca do corpo e das partidas sem balançar as redes. O atacante do Palmeiras provocou a jogada do segundo gol do time de Abel contra o Atlético Mineiro na vitória por 3 a 2 neste domingo. Foi a primeira vitória do time no Allianz Parque neste Brasileirão.

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Vitor Roque errou o toque dentro da pequena área após o levantamento da esquerda, mas a bola bateu em Júnior Alonso e entrou. Ela ia para fora, por isso foi dado gol contra do atleta do clube de Minas Gerais. O telão do Allianz mostrou a foto de Vitor Roque. Mas não foi dele o gol. Mas isso não importa.

Vitor Roque disputa bola com o zagueiro Lyanco: atacante do Palmeiras joga bem na vitória sobre o Atlético-MG / Palmeiras

Abel estava decidido a tirar o atacante do time para tentar baixar a sua ansiedade e tirá-lo do olho do furacão e das cobranças. Conversou com ele e resolveu mantê-lo. Acertou. Vitor Roque travou uma verdadeira luta de gladiador com o zagueiro Lyanco. Ganhou e perdeu divididas. Mais ganhou do que perdeu.

Contrato de R$ 150 milhões

O garoto de 20 anos, pressionado por más atuações seguidas e pelo valor do seu contrato de R$ 150 milhões, jogou muito bem. Nunca desistiu da bola. Correu pelos dois lados do campo e também centralizado, como um autêntico camisa 9. Se corresse menos atrás da bola estaria sempre mais descansado para arrancar com ela em direção ao gol.

É preciso entender que sua postura é tática. Vitor Roque é importante para o time. Ele só precisa acertar o gol. Abel tem de deixá-lo por alguns momentos da partida sem tantas funções. E mais perto da área.

Contra o Atlético Mineiro, o atacante chutou pelo menos quatro vezes ao gol, com direção, mas nem todas com perigo. Seu estilo é limpar os zagueiros levando a bola para o meio a fim de encher o pé. Às vezes consegue fazer isso. Outras vezes não.

Menos 50 quilos nas costas

Mas é no corpo contra os seus marcadores, de qualquer tamanho e idade, que Vitor Roque mostra sua força. Fosse ele um boxeador, seria, primeiramente, bom de briga. E, claro, um peso pesado. Seu corpanzil sempre leva vantagem.

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Sua boa apresentação neste domingo foi coroada com a bola roubada aos 31 minutos do segundo tempo, o passe para Facundo e o arremate de Maurício para o terceiro gol do Palmeiras. Vale ressaltar que, mesmo com os “50 quilos nas costas”, como disse Abel, o garoto não se escondeu do jogo, tampouco atuou de cabeça baixa ou com receio de errar. Ele fez exatamente o que vinha fazendo, com mais competência. Vitor Roque deixou o jogo aos 36 do segundo tempo para a entrada de Luighi. Ele foi ovacionado pela torcida e ganhou um abraço do treinador.

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