O técnico Sebástian Beccacece escolheu cinco jogadores do Brasileirão para defender a seleção equatoriana na Copa do Mundo. O Atlético-MG foi o clube que mais teve convocados, com três. O técnico levou o volante Alan Franco, o lateral-direito Ángelo Preciado e o atacante Alan Minda. O zagueiro Félix Torres, do Internacional, e Gonzalo Plata, do Flamengo, também estão entre os 26 relacionados para o Mundial. Ou seja: uma boa campanha da seleção equatoriana passa pelo futebol brasileiro. Todos eles não terão férias e já se juntam ao time nacional.
O Equador teve uma campanha consistente nas Eliminatórias Sul-Americanas, terminando a fase preliminar na vice-liderança, atrás apenas da Argentina. O grande pilar da campanha foi o sistema defensivo do time. “La Tri” teve a defesa menos vazada das qualificatórias da América do Sul, com apenas cinco gols em 18 partidas. Foram 11 jogos com a baliza zerada, o que consolidou o zagueiro Félix Torres como titular. Mas o defensor não teve uma passagem marcante pelo Corinthians e está emprestado desde o início desta temporada ao Internacional.

A seleção equatoriana faz ainda um amistoso antes do Mundial, contra a Guatemala. O jogo está marcado para domingo em Columbus, Ohio, onde a delegação fixou sua base de treinamentos. O Equador está no Grupo E, com Alemanha, Curaçau e Costa do Marfim. A estreia dos sul-americanos é contra os costa-marfinenses no dia 14 de junho, no Lincoln Financial Field, Filadélfia, Pensilvânia. O Equador é a segunda força da chave. A Alemanha é a primeira.
Pouca tradição em Copas
Com apenas quatro participações em Copas do Mundo, o Equador teve o seu melhor desempenho na competição em 2026, na edição da Alemanha. Naquele Mundial, “La Tri” se classificou em segundo lugar no Grupo A e foi eliminada nas oitavas pela Inglaterra. O jogo terminou 1 a 0, com gol de falta de David Beckham. Mas o técnico Sebástian Beccacece está animado e declarou que quer fazer história no Canadá, Estados Unidos e México.

“O Equador nunca disputou mais de quatro partidas em uma Copa do Mundo. Temos de superar isso. O propósito será jogar as oito partidas do Mundial, com objetivos, metas e sonhos claros, ordenando a energia individual e coletiva que hoje têm os equatorianos”, defendeu o treinador. Uma das principais armas do setor ofensivo é o atacante Enner Valencia, maior artilheiro da seleção equatoriana em todos os tempos. Aos 36 anos, o jogador defende o Pachuca, do México, após passagem irregular no Internacional, de Porto Alegre.
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Outra referência do setor de ataque é Gonzalo Plata, que defende o Flamengo. O jogador está reconquistando o seu espaço no clube rubro-negro após problemas extracampo. A diretoria enxerga o atacante como um ativo financeiro valioso. O plano é aproveitar a Copa do Mundo como uma vitrine internacional para uma possível venda na janela de transferências pós-Mundial.





